A gestão do stress e do tempo é uma das competências mais importantes numa equipa. E, contudo, é dos temas menos abordados. Muitas vezes, o problema não é falta de interesse, mas uma acumulação de erros que passam despercebidos até serem referidos de forma concreta numa formação… Ou até originarem conflitos irreversíveis.

Se chega ao fim do dia com a sensação de que o seu tempo rendeu pouco, se está constantemente a responder e a reagir, este artigo é para si. Vamos explorar algumas das fragilidades que agravam a gestão do stress e do tempo, especialmente a forma como as equipas organizam o seu trabalho e gerem o seu dia-a-dia.

É que na Academia GROW este tema é trabalhado em contexto de formação profissional, com equipas multiprofissionais que reconhecem este padrão no seu próprio dia-a-dia. Sabemos bem a importância de atacar as dificuldades antes de se agravarem. Por isso, se quer começar já a perceber onde estão os maiores pontos de melhoria, partilhamos os seis erros mais comuns na gestão do stress e do tempo… e o que fazer para os corrigir.

Os erros mais frequentes na gestão do stress e do tempo

1. Tratar o stress como um problema individual

O stress no trabalho raramente é apenas um problema de quem o sente. De facto, quando os níveis de stress numa equipa são elevados, há quase sempre outras causas por trás: excesso de carga de trabalho, falta de clareza nas funções ou falta de apoio ao nível da liderança.

Tratar o stress como uma fragilidade individual é, por isso, não só impreciso como contraproducente. Portanto, a gestão do stress começa por reconhecer que é, também, uma responsabilidade coletiva.

2. Ignorar que cada pessoa reage de forma diferente

Numa equipa profissional, as pessoas não reagem todas da mesma forma às mesmas situações, pois um desafio estimulante para uns pode ser uma pressão enorme para outros. Ignorar estas diferenças (ou esperar que todos se adaptem da mesma maneira) é um dos erros com maior impacto na coesão e no desempenho das equipas.

Ou seja, uma gestão do stress eficaz passa, inevitavelmente, por conhecer cada pessoa, as suas características e os seus limites.

3. Confundir o que é urgente com o que é importante

Este é provavelmente o erro mais frequente na gestão do tempo. E um dos mais difíceis de corrigir.

Como a urgência é visível e imediata, tende a ganhar sempre prioridade em detrimento do que é importante. Uma boa gestão do stress e do tempo passa, por isso, em capacitar a equipa para distinguir os dois conceitos e a gerir prioridades em função do que é mais importante.

4. Não identificar o que consome o tempo da equipa

Antes da gestão do tempo, é preciso perceber o que o consome. Interrupções, reuniões mal estruturadas, tarefas repetidas por falta de processos claros ou comunicação ineficiente são alguns dos maiores desperdiçadores de tempo nas organizações.

Ou seja, nem sempre são os colaboradores que gerem mal o tempo, mas é o próprio contexto que não lhes permite outra abordagem. Importa, como tal, identificar e eliminar esses desperdiçadores antes mesmo de conhecer técnicas para melhorar a gestão do tempo.

5. Reagir à mudança em vez de a antecipar

As mudanças organizacionais (estrutura, função, objetivos ou ferramentas) são uma constante no contexto profissional. E, no entanto, continuam a ser geridas de forma reativa na maioria das empresas.

O problema é que a reação significa sempre um custo acrescido em tempo perdido, acumulação de stress e  resistências que poderiam ter sido evitadas.

Antecipar a mudança, comunicá-la com clareza e preparar as equipas para a transição não é apenas uma boa prática de gestão, mas também uma forma concreta de reduzir o stress organizacional.

6. Gerir sem plano… e chamar a isso “flexibilidade”

A flexibilidade é uma competência real e valiosa. Mas há uma diferença importante entre ser flexível e trabalhar sem estrutura. De facto, a ausência de planeamento tem um custo elevado: decisões tomadas sob pressão, tempo gasto a apagar fogos e uma sensação crónica de que o dia terminou sem que o essencial tenha sido feito. Um bom plano de gestão do tempo não elimina a flexibilidade, pois é precisamente o que cria as condições para que ela seja exercida de forma consciente.

Formação: Quer desenvolver estas competências na sua empresa?

O curso de Gestão do Stress e Gestão do Tempo da Academia GROW foi desenvolvido para equipas multiprofissionais que lidam com os desafios do ambiente de trabalho atual. Com um programa que aborda desde a pluralidade humana e as causas do stress ao planeamento e à gestão de prioridades, esta formação pode ser adaptada às necessidades específicas de cada organização.

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