Cheque-Formação: saiba o que é e como funciona esta medida!

Cheque-Formação: saiba o que é e como funciona esta medida!

E se lhe disséssemos que a sua empresa pode receber até 175 euros por colaborador para formação? O Cheque-Formação é um apoio atribuído pelo IEFP para ajudar as empresas a financiarem a formação profissional da sua equipa. Se ainda não conhece, neste artigo poderá saber o que é e como funciona esta medida!

 

O que é o Cheque-Formação?

Na prática, o Cheque-Formação corresponde a um incentivo dedicado ao reforço da qualificação e empregabilidade, abrangendo todos os colaboradores das empresas com idade igual ou superior a 16 anos, independentemente do seu nível de qualificação. Esta medida abrange ainda os desempregados inscritos no IEFP há, pelo menos, 90 dias consecutivos.

 

Operacionalizada pelo IEFP, conforme a portaria nº 229/2015, de 3 de agosto, o Cheque-Formação financia diretamente a formação dos colaboradores das empresas, desde que estas cumpram algumas as condições de acesso, nomeadamente:

        • Estar regularmente constituída e registada;
        • Ter a situação contributiva regularizada perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social;
        • Não se encontrem em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros concedidos pelo IEFP;
        • Não apresentem situações de salários em atraso.

 

Ao contrário do Cheque Formação + Digital, que se destina apenas a cursos no domínio digital, a formação financiada através da Medida Cheque-Formação pode abranger qualquer área e decorrer presencialmente ou à distância. O apoio a atribuir tem em consideração a duração máxima de 50 horas de formação, num período de dois anos. E qual é o valor por beneficiário (colaborador)?

        • 4 euros / hora de formação, num montante máximo de 175 euros.

 

Há, todavia, algumas regras. Além da duração máxima da formação, o apoio financeiro não pode exceder 90% do custo total da formação e só pode dar início aos cursos após a submissão da candidatura. Já o pagamento é de 50% do valor comprovadamente pago para efeitos de frequência da formação e, após o término da mesma e emissão do certificado, é pago o valor remanescente.

 

Como começar a candidatura?

A candidatura pode ser apresentada diretamente pela sua empresa relativamente aos seus trabalhadores e pode fazê-lo através do portal do IEFP, clicando neste link. Tenha, no entanto, em atenção que cada pedido só pode englobar até 20 colaboradores, no máximo.

 

Em alternativa, pode falar diretamente connosco para candidatar a sua equipa e obter o seu Cheque-Formação!

 

Mas, se pondera apresentar uma candidatura para os colaboradores da sua empresa, faça-o o quanto antes. É que as candidaturas ao Cheque-Formação decorrem em regime aberto e terminam logo que seja atingida a dotação orçamental disponível.

 

Fale connosco para o Cheque-Formação!

Quer no domínio das soft skills, quer no das hard skills, se pretende reforçar as competências dos seus colaboradores o Cheque-Formação é a medida de que a sua empresa precisa.

 

Não perca esta oportunidade e fale já com os nossos consultores para obter o Cheque-Formação da sua empresa!

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Quer implementar a IA na sua empresa? Conheça 7 vantagens!

Quer implementar a IA na sua empresa? Conheça 7 vantagens!

Com o mundo das empresas cada vez mais digital e interligado, a Inteligência Artificial é já um aliado imprescindível para o desenvolvimento de serviços inovadores e redução do erro, personalizando o serviço à medida do cliente e, com isso, concretizar novos negócios. Por isso, se pretende implementar a IA na sua empresa, conhecerá neste artigo 7 vantagens para melhor servir os seus clientes e os seus objetivos!

 

7 vantagens de implementar IA na sua empresa?

Vamos agora revelar-lhe as principais vantagens da implementação da Inteligência Artificial na sua empresa:

 

1. Automação de tarefas

Já imaginou os ganhos que a sua empresa teria se conseguisse automatizar tarefas rotineiras e repetitivas? Não só libertaria os colaboradores para atividades de maior valor acrescentado, como reduziria o nível de erro associado a estas tarefas. A IA, além de recolher dados para otimizar processos, permite a sua automação e eficiência, garantindo um serviço mais ágil e produtivo.

 

 2. Otimização de custos

Da produção à logística, passando pela comunicação com o cliente, entre outras áreas críticas para o negócio, a IA representa uma oportunidade para as empresas reduzirem custos através da otimização de processos. Falamos, afinal, de uma ferramenta capaz de identificar tarefas ineficientes e encontrar formas mais eficazes para a sua realização.

 

 3. Redução de erro

Ao automatizar tarefas e recolher dados para otimizar processos, a Inteligência Artificial permite também reduzir erros humanos que associados a tarefas morosas e complexas. Fadiga, distração ou atrasos deixam de ser constrangimentos ao implementar a IA na sua empresa.

 

 4. Efetuar o pedido e avançar com a formação

Quer obter um conhecimento mais preciso sobre os seus clientes? E tomar decisões mais rapidamente e baseadas em dados concretos? A análise preditiva é uma das principais vantagens da IA, já que permite analisar tendências em tempo real, a partir de grandes quantidades de dados, e propor soluções sustentadas em algoritmos e modelos avançados.

 

 5. Criação de novos produtos

Para além de identificar boas oportunidades de mercado, a IA é um aliado na criação de novos produtos e serviços personalizados, à medida das necessidades dos clientes. Devido à capacidade de analisar grandes quantidades de dados (demográficos, histórico de compras, comportamento, preferências, etc), a IA pode ajudar a sua empresa a identificar nichos de mercado.

 

 6. Maior segurança na deteção de fraudes

A segurança dos dados dos clientes e das empresas está na ordem do dia. Por isso, a IA permite-lhe detetar fraudes e atividades perigosas, que se traduzam num risco para os dados sensíveis.

 

 7. Resposta rápida ao cliente

As diversas ferramentas de IA disponíveis (como os Chatbots) também garantem uma melhor experiência aos seus clientes. A IA é capaz de executar várias tarefas em simultâneo, resolvendo de forma prática quaisquer questões que o cliente tenha, promovendo a sua satisfação e fidelização.

 

Implemente a IA na sua empresa para pôr o negócio a crescer!

Muitas são as empresas que já estão a implementar a IA nos seus modelos de negócio, com a Mckinsey a revelar que 63% das empresas já viram as suas receitas crescer e que 44% até reduziram custos.

 Se pretende implementar a IA na sua empresa, saiba que, brevemente, a Academia GROW também terá uma formação em Inteligência Artificial, no âmbito do Programa Emprego + Digital. E pode também financiar formações neste âmbito através do saldo disponível no seu Fundo de Compensação do Trabalho.

 Fale já connosco para mais informações!

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“Conhecimento é a 1ª fase da formação em primeiros socorros, aplicá-lo é o seguinte”

“Conhecimento é a 1ª fase da formação em primeiros socorros, aplicá-lo é o seguinte”

É transversal a qualquer área, mas quando se trata de Primeiros Socorros há duas componentes que são fundamentais: conhecimento e ação. Para o nosso formador, Vítor Braga, uma formação em Primeiros Socorros não pode descurar estes pilares. Afinal, como o próprio diz, conhecimento é a 1ª fase da formação, saber aplicá-lo é o passo seguinte.

aqui demos a conhecer a experiência do nosso formador no domínio da emergência e prestação de auxílio, bem como a missão que guia cada ação de formação que leva às empresas e seus colaboradores.

Mas, hoje, vamos conhecer em detalhe o que implica uma formação em Primeiros Socorros. É que, na verdade, falamos de um momento que envolve:

      • Interação;
      • Avaliação;
      • Planeamento;
      • E decisão.

Vamos, então, falar do conhecimento em primeiros socorros e de como aplicá-lo nesta segunda parte da entrevista a Vítor Braga!

Academia GROW – Perante um acidente de trabalho, seja uma queimadura, queda ou outro, quais os primeiros cuidados que um socorrista deve adotar?

Vítor Braga – Primeiro, o socorrista deve ter uma atitude calma e segura, avaliar os riscos e perceber se tem condições de segurança para intervir junto da vítima. Se for o caso, aproxima-se da mesma, avalia a sua condição e presta o socorro adequado ao tipo de ocorrência que tem em mãos.

Sendo necessário, liga 112 para pedir um meio de socorro mais diferenciado e para encaminhar a vítima ao hospital.

AG – E o que fazer enquanto aguarda a chegada da equipa de bombeiros?

VB – Se fez o pedido, aguarda a chegada da equipa e faz toda a ponte de informação entre a vítima e as equipas dos bombeiros/INEM, colaborando com eles se for solicitado. É este o treino que fazemos nos cursos de primeiros socorros. Ter o conhecimento é a 1ª fase da formação, saber aplica-lo é o passo seguinte..

“O socorro à vítima é um momento de interação, avaliação, planeamento e decisão.”

AG – Nesses momentos de avaliação, socorro e eventual colaboração com socorristas profissionais, é preferível trabalhar em equipa ou pode a ação individual trazer resultados mais rápidos e eficazes?

VB – O socorro à vítima é um momento de interação, avaliação, planeamento e decisão. É um momento onde se deve privilegiar o trabalho em equipa porque são vários aspetos a serem aplicados simultaneamente e podemos dividir tarefas se assim for necessário.

Sendo assim, o trabalho em equipa pode trazer mais benefícios ao socorro do que o trabalho individual propriamente dito.

 

AG – Há alguma circunstância em que isso não seja aconselhável?

VB – Em equipa, podemos articular vários aspetos ao mesmo tempo sem comprometer o socorro à vítima. Mas é de realçar que esta “equipa”, para funcionar, deve estar munida de um nível básico de conhecimento. Caso isso não seja possível, privilegiamos o socorro apenas pela pessoa qualificada no local.

 

AG – Outra ação abordada na formação em Primeiros Socorros é a chamada para o 112. Quais as informações fundamentais para agilizarmos a resposta?

VB – As informações fundamentais para uma resposta rápida e eficaz são:

      • A localização exata (morada) e sempre que possível, com indicação de pontos de referência,
      • O número de telefone do qual estamos a ligar;
      • O número de vítimas, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;

O tipo de situação que temos (doença, acidente, parto, etc.), o que vemos, as queixas principais, o que observamos e o que sabemos fazer (“Tenho formação de primeiros socorros e sei fazer, por exemplo, Suporte Básico de Vida).

“Conhecimento das técnicas de preservação da vida é fundamental para a correta abordagem à vítima”

AG – Numa empresa, quais as qualidades que deve ter alguém formado em primeiros socorros?

VB Ser calmo e seguro para lidar com toda a situação que tem em mãos de uma forma correta. Ter autoconfiança e conhecimento, conhecimento básico, mas amplo de primeiros socorros, conhecimento das técnicas de preservação da vida é fundamental para a correta abordagem à vítima.

Também senso de urgência e facilidade na tomada de decisões, ou seja, conseguir compreender de forma rápida o que é mais urgente numa situação de emergência onde muitas vezes, não há tempo para dúvidas. É preciso que o socorrista tenha noção das suas ações e que possa efetuá-las de maneira assertiva.

 

AG – E ao nível da atuação?

VB – Conhecer e respeitar seus limites. É muito importante que o socorrista tenha plena noção dos seus limites e não os ultrapasse. O socorrista deve atuar com a intenção de manter a vítima viva e estável até que as equipas de emergência cheguem, não ultrapassando esse limite. Ser eficaz, ou seja, ir direto ao ponto é muito importante na atuação do socorrista. Por isso, é fundamental que já na primeira abordagem ele procure informar-se sobre a situação completa, entendendo o que aconteceu e quais as medidas a tomar.

 

AG – Mas, perante uma situação de emergência, na rua ou no local de trabalho, diferentes pessoas reagem de modo diferente…

VB – É verdade que as pessoas reagem de forma diferente às situações de emergência. Nem todas têm a capacidade de gerir o stress da melhor forma. Mas o treino e a casuística em lidar com este tipo de situações é que nos vão dar o traquejo e a calma necessária para abordar adequadamente cada situação. Por isso, na minha análise, a formação tem que incidir também no treino, na prática, na criação de cenários, criar obstáculos, preparar o socorrista para controlar emoções, gerir cenários, gerir pessoas…

“A formação tem que incidir no treino, na prática, na criação de cenários”

AG – As suas formações em Primeiros Socorros envolvem também esse treino?

VB – As formações que habitualmente ministro têm uma componente direcionada precisamente a esta gestão de cenários e gestão de stress. Assim, todo o conhecimento absorvido pelo formando é posto em prática corretamente, para que este socorrista que estamos a formar seja parte integrante da solução e não mais um problema a gerir no local.

 

AG – E é possível treinar essa capacidade de gestão mesmo em formações com cargas horárias mais reduzidas?

VB – É obvio que nem sempre conseguimos situações de treino ideais porque temos formações com cargas horárias diferentes, algumas mais curtas e temos que ajustar a abordagem dos conteúdos teóricos à prática. Mas sem dúvida que, mesmo com estas formações curtas, os formandos aprendem a gerir e a controlar emoções e reações, conseguindo pôr em prática todos os conteúdos abordados na formação.

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Ao incluir este curso essencial no Plano de Formação da sua empresa está, não apenas a cumprir as 40 horas de formação obrigatória, mas a capacitar os seus colaboradores de conhecimento para intervir e para prevenir.

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Primeiros Socorros: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”

Primeiros Socorros: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”

Há algo que Vítor Braga faz questão de deixar claro nas suas formações de Primeiros Socorros: “conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”. Este é, na verdade, o lema que o nosso formador leva às empresas que visita, guiado pela missão de posicionar os Primeiros Socorros como um dos pilares fundamentais do sucesso.

Afinal, falar de segurança no trabalho é mais do que apenas prevenir acidentes. É também uma forma de nos dotarmos de ferramentas para o dia-a-dia e, no caso das empresas, garantir a segurança, motivação e produtividade.

Vítor Braga combina todas estas componentes nas suas formações, mas também no seu dia-a-dia. Aliando a vocação de formador com a atividade enquanto Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, conta com mais de 18 anos de experiência em emergência e procura levar às empresas conhecimento prático para intervir e prevenir. Conhecimento esse que, por sua vez, se transformará em segurança e satisfação.

Sobre isso falaremos, porém, na segunda parte desta entrevista. Para já, vamos conhecer melhor o nosso formador em Primeiros Socorros, Vítor Braga!

Academia Grow – Quando nasce a paixão pela emergência e prestação de auxílio?

Vítor Braga – A paixão pela emergência surgiu em 2002, quando ingressei num corpo de bombeiros com o objetivo de ministrar a componente de treino físico nas escolas de aspirantes a bombeiros. Como a minha formação base é desporto e educação física e havia uma lacuna grande de formação nessa área nos bombeiros, foi-me feito o convite e aceitei.

Logo nesse ano, decidi fazer a minha primeira formação na área da saúde e primeiros socorros, com um curso de 8 horas de suporte básico de Vida.

AG – E quando é que se deu o click para fazer da emergência o seu futuro?

VB – Posso dizer que esse curso foi o “click” que me levou a aprofundar uma área que tanto me fascina. A partir daí foi sempre a tentar saber mais, com muitas formações, em 2006 ingressei numa escola de estagiários (aspirantes) a bombeiro e fiz cerca de 200h de formações (muitas delas direcionadas à emergência pré-hospitalar).

Em 2008 e já com a certeza que queria fazer da emergência o meu percurso profissional, concorri ao INEM, onde permaneço até hoje como Técnico de Emergência Pré-Hospitalar. São mais de 18 anos de experiência na área da emergência pré-hospitalar e milhares de horas de formação adquirida e administrada.

“O conhecimento básico de primeiros socorros devia ser inerente ao conhecimento base de qualquer cidadão.”

AG – Foi aí que nasceu a vocação pelo ensino e pela partilha dos conhecimentos que foi adquirindo?

VB – Juntamente com a minha vontade em aprender a socorrer nasceu a minha outra paixão: ensinar. Comecei a dar formação em 2009, começando pela formação nos bombeiros, passando depois por formação nas escolas, em cursos CEF e EFA. Atualmente, colaboro com diversas empresas de formação na área dos primeiros socorros, técnicas de socorrismo, suporte básico de vida e suporte básico de vida com DAE (Desfibrilhador Automático Externo). E sou também formador interno do INEM nas valências de Suporte Básico de Vida com DAE.

 

AG – O facto de não trabalharmos sozinhos, seja num escritório ou numa fábrica, torna a formação em Primeiros Socorros mais importante?

VB – Na minha opinião o conhecimento básico de primeiros socorros devia ser inerente ao conhecimento base de qualquer cidadão.

 

AG – Mas qual a importância de se dotar os trabalhadores de conhecimentos em primeiros socorros?

VB – Numa empresa que opera essencialmente em escritório ou numa indústria, existem sempre riscos inerentes à atividade em questão. Atualmente, as empresas dispõem de planeamentos de segurança e têm protocolos a seguir em caso de acidentes… Por isso mesmo é importante formar os colaboradores, dotá-los de conhecimentos teóricos e técnicos, as chamadas “skills”. Serão essas skills que lhes permitirão efetuar o primeiro socorro, o qual é fundamental e, muitas vezes, determinante para a vida da vítima até à chegada dos meios de socorro diferenciados.

 

AG – São os tais “pequenos grandes” gestos que podem fazer a diferença…

VB – São estes “pequenos” gestos que salvam vidas, são estes gestos que tentamos e queremos transmitir aos formandos, tornando-os elementos fundamentais e decisivos na prestação dos primeiros cuidados à vítima.

“Cabe-nos a nós, formadores e empresas de formação, mostrar a importância dos Primeiros Socorros como um pilar fundamental para o crescimento das empresas”

AG – E é uma formação que deve se aplica somente aos trabalhadores?

VB – Este conhecimento deve ser inerente não só ao colaborador, que opera na linha principal de uma indústria, mas também ao administrativo que trabalha no escritório. Isto porque, a qualquer momento, alguém ao nosso lado pode precisar de ajuda. Como eu costumo frisar na formação: “Quando menos esperamos o inesperado acontece”.

 

AG – Estão as empresas hoje mais conscientes da importância de se conhecerem práticas de primeiros socorros? Ou ainda há caminho a fazer?

VB – Sim, penso que atualmente as empresas estão mais conscientes da importância de dotar os seus colaboradores de conhecimento prático de primeiros socorros. Devido ao planeamento obrigatório de segurança e à fiscalização cada vez mais “apertada”, surge também a necessidade de se criarem equipas preparadas para atuarem nessas situações.

Contudo creio que existe ainda muito trabalho a fazer nesta área. Existe muito aquela mentalidade: “Os acidentes só acontecem aos outros, na nossa empresa fazemos tudo com cuidado e não corremos riscos”.

 

AG – Qual o papel que a formação em Primeiros Socorros pode ter no crescimento das empresas?

VB – Na minha perspetiva, cabe-nos a nós, formadores e empresas de formação, mostrar a importância dos Primeiros Socorros como um pilar fundamental para o crescimento das empresas.

Colaboradores preparados para atuar são colaboradores motivados, são colaboradores que vão moldar o pilar da segurança e tornar a empresa sólida nessa área. Até porque, ao dotarmos o colaborador de conhecimento, não só o ajudamos a intervir como também a prevenir… É algo que deixo sempre claro nas minhas formações: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”.

“Colaboradores preparados para atuar são colaboradores motivados”

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Recupere 100% do saldo do FCT com Formação!

Recupere 100% do saldo do FCT com Formação!

Lembra-se das contribuições que a sua empresa fazia mensalmente, por trabalhador, para o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT)? Temos uma boa noticia: já é possível recuperar 100% do saldo descontado para o FCT e investir em Formação para a sua equipa!

Em causa está o fim das contribuições para o FCT, feitas entre 2013 e maio do ano passado. Estas contribuições correspondiam a uma percentagem do salário base do trabalhador, canalizada depois para um fundo, o FCT, que financiaria eventuais indemnizações por despedimento. Ora, com o fim destes descontos, o FCT tem agora cerca de 600 milhões de euros para devolver às empresas. Como?

Há três formas para recuperar 100% do montante retido no FCT:

      • Converter o valor retido em Formação;
      • Apoiar os custos e investimentos com habitação dos trabalhadores;
      • Apoiar outros investimentos em creches ou outros equipamentos para benefício dos trabalhadores, como refeitórios;

Sim, leu bem: a sua empresa pode resgatar a sua parte dos 600 milhões de euros retidos no FCT convertendo-a em Formação Profissional! Neste artigo, desenvolvido em parceria com a Estrategor, explicamos-lhe tudo!

As empresas podem converter as contribuições para o FCT em Formação Profissional, mesmo em áreas obrigatórias, como a Segurança no Trabalho, Primeiros Socorros, ou outros domínios especializados.

Como resgatar o dinheiro retido no FCT?

O pedido de mobilização é feito online, no site do Fundo de Compensação do Trabalho, indicando:

      • O valor a levantar e a finalidade;
      • Lista de trabalhadores que beneficiarão do reembolso;
      • Declaração, sob compromisso de honra, comprovando o dever de auscultação e a não existência de oposição por parte dos trabalhadores;
      • Cópia do acordo celebrado com as estruturas representativas dos trabalhadores, caso esteja em vista a construção de creches e refeitórios.

Sublinhe-se que a mobilização do FCT pode ser feita apenas para uma finalidade ou cumulando as finalidades entre si. Ou seja, pode dividir a verba por Formação e construção de refeitórios, por exemplo.

O pedido de mobilização da verba no FCT é feito online e há mais de 600 milhões de euros por devolver às empresas. Os saldos podem ser mobilizados por inteiro, em duas tranches ou, caso ultrapassem os 400 mil euros, em quatro vezes.

Quando posso pedir o resgate?

Agora mesmo! As contribuições para o FCT terminaram em maio de 2022, no seguimento de um acordo na Concertação Social, e as empresas já podem, desde o início deste ano, mobilizar a sua parte do FCT.

Feito o pedido, a transferência das verbas acontece no dia 8 do mês seguinte ao do pedido.

 

Como saber o valor que será devolvido?

Através da mesma página do pedido de mobilização, em www.fundoscompensacao.pt. Pode consultar aí o saldo disponível, tendo em atenção que os saldos inferiores a 400 mil euros poderão ser mobilizados até duas vezes. Acima desse valor são concedidas até quatro mobilizações.

Entre 15 e 29 de fevereiro, foi resgatado cerca de 0,1% do valor retido neste fundo, sendo que a maioria do dinheiro foi convertido em Formação, segundo dados do Ministério do Trabalho. Esta é, por isso, uma oportunidade para as empresas cumprirem as 40 horas de formação obrigatória!

Até quando posso recuperar o valor do FCT

31 de dezembro de 2026 é a data limite para levantar a verba a que a sua empresa tem direito. Depois, os saldos de cada empregador passam para o Fundo de Garantia do Fundo de Compensação do Trabalho. Ou seja, findo este prazo, as empresas podem perder a oportunidade de recuperar a sua verba.

O que era o FCT e porque acabou?

O Fundo de Compensação do Trabalho foi criado em 2013, aquando do período da troika, numa altura em que a taxa de desemprego era elevada.

Todos os meses, as empresas descontavam uma percentagem do vencimento de cada colaborador e, em caso de despedimento, o empregador requeria ao FCT a devolução do saldo daquele trabalhador para pagar eventuais indemnizações. Em maio de 2023, as contribuições para este fundo foram suspensas e, agora, as empresas têm a oportunidade de reaver a verba que descontaram e não foi usada.

Têm alguma sinopse sobre esta medida?

Temos, sim! Clicando neste link, terá acesso à sinopse que a Academia GROW com as principais informações sobre o resgate do FCT para formação.

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