Guia prático em 5 passos para Formação Financiada

Guia prático em 5 passos para Formação Financiada

Sempre que o Portugal 2030 abre um concurso de Formação Financiada, como o SIQRH – Formação Empresarial, repete-se o mesmo padrão: a abertura das candidaturas nem sempre é imediata, mas quando acontece, o prazo para submeter costuma ser curto.

Por isso, a pergunta mais útil não é “quando abre o aviso?“, mas sim “o que posso fazer agora para estar pronto quando abrir?“.

Preparámos, como tal, um guia em 5 passos práticos com tudo o que recomendamos que a sua empresa faça para preparar uma candidatura sólida aos apoios do Portugal 2030 para Formação Financiada, sem complicações técnicas e sem perder tempo mais tarde.

5 passos para candidatar a sua empresa a Formação Financiada

1. Confirmar se a empresa reúne as condições de elegibilidade

Antes de avançar, vale a pena confirmar três critérios que, regra geral, definem o acesso a estes apoios:

  • Dimensão da empresa: Média ou Grande Empresa;
  • Localização: sede ou estabelecimento nas regiões Norte, Centro ou Alentejo;
  • Enquadramento setorial: integração num dos Clusters de Competitividade reconhecidos (Calçado e Moda, Automóvel, AEC, Habitat Sustentável, Têxtil e Tecnologia, PRODUTECH, Engineering & Tooling, entre outros).

Se a sua empresa cumprir estas três condições, já está em posição de avançar para a preparação do projeto.

2. Diagnosticar as necessidades reais de formação

Um bom projeto de formação começa sempre pela mesma pergunta: que competências faltam, hoje, para a empresa atingir os seus objetivos?

Vale a pena olhar para a empresa, não só em termos de competências técnicas (hard skills), mas também de organização e sociais (soft skills):

  • Que processos ou tarefas estão a ser travados por falta de competências?
  • Que equipas vão ser mais impactadas pelos próximos desafios do negócio (digitalização, sustentabilidade, internacionalização, crescimento)?
  • Que competências de liderança, comercial ou digital fazem falta às chefias?

Este diagnóstico é o que dá sentido a todo o resto da candidatura. Sem ele, o risco é escolher formações genéricas, pouco alinhadas com a realidade da empresa

3. Definir prioridades e estruturar o plano de formação

Com as necessidades identificadas, o passo seguinte é transformá-las num plano com prioridades claras. Nem todas as formações têm o mesmo impacto, por isso, o plano deve responder a estas perguntas:

  • Que ações têm maior retorno para o negócio a curto prazo?
  • Que equipas ou colaboradores devem ser envolvidos em cada ação?
  • Qual o formato mais adequado — presencial, online ou misto?
  • Como se articula o plano com os objetivos do Cluster de Competitividade em que a empresa se insere?

Um plano de formação bem estruturado é, também, um dos fatores mais valorizados na avaliação das candidaturas.

4. Reunir a documentação e a informação de suporte

Enquanto o aviso não abre, este é o momento ideal para tratar de tudo o que normalmente atrasa uma candidatura de última hora:

  • Documentação legal e financeira da empresa;
  • Informação sobre as equipas a envolver em cada ação de formação;
  • Objetivos de negócio que fundamentam a necessidade de formação;
  • Enquadramento da empresa no respetivo Cluster de Competitividade.

Reunir esta informação com antecedência é o que permite submeter a candidatura com confiança, assim que o concurso abrir, sem correrias de última hora.

5. Submeter a candidatura (ou estar pronto para o fazer)

Com o diagnóstico feito, o plano definido e a documentação reunida, resta um passo: submeter a candidatura dentro do prazo definido no aviso. Pela nossa experiência, este prazo tende a ser mais curto do que as empresas esperam.

Chegar aqui com o trabalho de preparação já feito significa, normalmente, mais tempo para rever, ajustar e fortalecer o projeto antes de o submeter e garantir que todas as necessidades de formação da empresa estão cobertas, quer a curto-prazo, quer a médio e longo-prazo.

Comece já a preparar a candidatura da sua empresa

A Academia GROW da Estrategor é certificada pela DGERT em 17 áreas de formação e conta com mais de 30 anos de experiência em incentivos e formação financiada. Por isso, trabalhamos lado a lado com a sua empresa em cada um destes 5 passos, do diagnóstico à submissão da candidatura.

Fale connosco e comece já a preparar o plano de formação da sua empresa.

 

FAQ’s: Perguntas frequentes sobre formação financiada pelo Portugal 2030

Que empresas podem candidatar-se aos apoios do Portugal 2030 para Formação? Médias e Grandes Empresas das regiões Norte, Centro e Alentejo, integradas nos Clusters de Competitividade reconhecidos pelo programa.

É preciso esperar pela abertura do aviso para começar a preparar a candidatura? Não. Grande parte do trabalho — diagnóstico de necessidades, definição de prioridades, estruturação do plano de formação e reunião de documentação — pode e deve ser feito antes da abertura oficial.

Quanto tempo demora a preparar uma candidatura? Depende da dimensão do projeto, mas o diagnóstico de necessidades e a estruturação do plano de formação costumam ser as fases que mais tempo exigem — por isso, compensa começar cedo.

A Academia GROW pode ajudar em todo o processo? Sim. A Academia GROW da Estrategor acompanha a empresa desde o diagnóstico de necessidades até à submissão da candidatura, incluindo a estruturação do plano de formação.

Fale connosco!

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3 formações em IA para a sua empresa

3 formações em IA para a sua empresa

As formações em IA tornaram-se, nos últimos anos, uma das apostas mais diretas para aumentar a produtividade das equipas e preparar as empresas para os desafios da digitalização. Mais do que adotar novas ferramentas, o verdadeiro ganho está em garantir que toda a equipa sabe como as usar no dia a dia.

Se está a pensar reforçar as competências digitais da sua empresa, deixamos-lhe 3 recomendações de formação certificada, pensadas para diferentes necessidades e níveis de experiência.

Vale a pena investir em formações em IA?

A maioria das empresas já experimentou ferramentas de Inteligência Artificial, mas será que estão a tirar delas o máximo proveito? A diferença entre uma ferramenta subaproveitada e um verdadeiro ganho de produtividade está, quase sempre, na formação da equipa.

Investir em cursos para empresas nesta área permite, portanto:

  • Reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e administrativas;
  • Melhorar a qualidade e a rapidez da tomada de decisão;
  • Preparar os colaboradores para usar a IA de forma autónoma e segura;
  • Cumprir, em simultâneo, parte da obrigação legal de formação certificada.

 

As 3 formações em IA que recomendamos para a sua empresa

Nem todas as equipas partem do mesmo ponto nem têm as mesmas necessidades. Por isso, selecionámos 3 formações certificadas que cobrem diferentes perfis: da equipa em geral, que quer começar a usar IA no trabalho diário, aos decisores, que precisam de a aplicar na estratégia e na tomada de decisão.

1. IA no Ambiente de Trabalho

Indicada para toda a equipa, independentemente da área ou função, esta é a formação para quem quer começar pelo essencial. Ou seja, pode conhecer as principais ferramentas de IA e sbaer, de forma prática, como integrá-las nas tarefas do dia a dia.

É a opção ideal para empresas que estão a dar os primeiros passos na adoção de IA e querem garantir que toda a equipa parte do mesmo nível de conhecimento.

Conheça este curso aqui.

2. Inteligência Artificial para Negócios

Pensada para decisores e gestores, esta formação mostra como aplicar a IA na análise de informação, no planeamento estratégico e na tomada de decisão. Mais do que uma introdução técnica, é uma formação orientada para quem precisa de decidir com mais rapidez e segurança, com o apoio de ferramentas de IA.

Conheça este curso aqui.

3. Produtividade com ChatGPT – Otimização das Tarefas Diárias

Esta formação vai direta ao que mais tempo consome no dia a dia: emails, relatórios, apresentações e resumos.

Através de exemplos práticos, os participantes aprendem técnicas concretas para reduzir significativamente o tempo gasto nestas tarefas, libertando espaço para trabalho de maior valor acrescentado.

Conheça este curso aqui.

Estas formações contam para as 40 horas de formação obrigatória?

Sim. Todas as formações da Academia GROW são formações certificadas, reconhecidas pela DGERT, pelo que contam para o cumprimento da obrigação legal de formação profissional contínua, as afamadas 40 horas de formação obrigatória.

Isto significa que, ao investir em formação em IA para a sua equipa, está simultaneamente a cumprir uma obrigação legal e a criar um impacto real na produtividade da empresa.

 

Como financiar a formação em IA na sua empresa?

Uma das soluções para apoiar este investimento é o resgate do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), que permite recuperar parte dos valores entregues pela empresa a este fundo e convertê-los em crédito de formação certificada, sem impacto direto na tesouraria.

Se quiser desenhar um plano à medida da sua empresa, fale connosco.

 

FAQ’s: Perguntas frequentes sobre formações em IA com certificação

O que são formações em IA para empresas? São cursos de formação profissional que ensinam equipas e colaboradores a utilizar ferramentas de Inteligência Artificial no contexto de trabalho, com foco em produtividade, automação de tarefas e apoio à tomada de decisão.

Estas formações são certificadas? Sim, todas as formações da Academia GROW by Estrategor são certificadas pela DGERT.

Estas formações contam para as 40 horas de formação obrigatória por trabalhador? Sim, sendo formações certificadas, contam para o cumprimento desta obrigação legal.

Existem formações à medida para empresas? Sim. Além destas 3 formações, a Academia GROW desenvolve também programas de formação à medida, ajustados aos objetivos e às necessidades específicas de cada empresa, e disponibiliza um catálogo mais alargado de cursos, incluindo IA Generativa com ChatGPT.

Como posso financiar a formação da minha equipa? Uma das soluções é o resgate do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), que permite converter valores já entregues pela empresa em crédito de formação certificada.

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5 sinais de que a sua empresa não está a aproveitar o potencial do Microsoft Excel

5 sinais de que a sua empresa não está a aproveitar o potencial do Microsoft Excel

O Microsoft Excel é a ferramenta de gestão de dados mais utilizada nas empresas portuguesas, mas a maioria das equipas usa apenas uma pequena parte das suas funcionalidades.O resultado é previsível: horas perdidas em tarefas manuais, relatórios que demoram dias a preparar e decisões tomadas mais tarde do que deviam. O problema raramente está no Excel, mas na falta de formação, conhecimento e competência para o usar e explorar todo o seu potencial.

Se reconhecer a sua empresa em pelo menos dois dos sinais abaixo, é provável que exista um ganho de produtividade significativo com a nossa formação em Microsoft Excel Avançado. Vamos conhecê-los?

5 sinais de que a sua empresa precisa de formação em Microsoft Excel Avançado

1. A equipa copia e cola dados manualmente todos os dias

Copiar valores entre ficheiros, atualizar dezenas de folhas uma a uma, repetir as mesmas fórmulas em relatórios diferentes… Tudo isto são tarefas que, embora pareçam pequenas no momento, repetidas todos os dias representam dezenas ou centenas de horas perdidas por ano.

Com ligações entre folhas de cálculo, consolidação automática de dados e referências avançadas, grande parte deste trabalho deixa de ser manual. A equipa deixa de “alimentar” ficheiros e passa a trabalhar com dados já organizados.

2. Os relatórios mensais demoram dias a ficar prontos

Se, todos os meses, alguém tem de montar o mesmo relatório de vendas, custos ou desempenho a partir do zero (a atualizar indicadores, consolidar ficheiros e recriar gráficos manualmente) a empresa está a perder tempo com um problema que já tem solução conhecida.

Com tabelas dinâmicas e filtros avançados no Microsoft Excel, o mesmo relatório atualiza-se automaticamente sempre que os dados de origem mudam.

 

3. Já surgiram erros em relatórios enviados para fora da empresa

Uma fórmula apagada sem querer, um valor colado na coluna errada, uma linha esquecida numa atualização… São erros silenciosos, muitas vezes só detetados depois de já terem causado um problema: um orçamento mal calculado, um relatório incorreto partilhado com um cliente, uma decisão baseada em números errados.

Quanto mais trabalho manual existir num processo, maior a probabilidade de erro. Automatizar tarefas no Excel reduz este risco de forma direta e mensurável e é aqui que a formação certificada tem o principal retorno para as empresas.

 

4. Perguntas simples de gestão demoram tempo a mais a responder

Qual o produto mais rentável? Onde estão os maiores custos? Como evoluíram as vendas no último trimestre? Estas são perguntas que qualquer gestor faz e que podem realmente ter resposta em minutos.

Se a resposta obriga a abrir vários ficheiros e cruzar dados manualmente, o Excel está a ser usado apenas como repositório de dados, e não como ferramenta de análise e decisão. É exatamente isto que as tabelas dinâmicas resolvem, pois transformam volumes grandes de dados em respostas imediatas.

 

5. A empresa ainda não utiliza tabelas dinâmicas nem macros

Este é o sinal mais direto de todos: se estas duas funcionalidades continuam por explorar, a empresa está, com quase toda a certeza, a desperdiçar uma parte significativa do potencial do Excel.

As tabelas dinâmicas permitem analisar grandes volumes de informação em segundos. As macros automatizam tarefas repetitivas, evitando que os colaboradores repitam manualmente, mês após mês, os mesmos passos. Em conjunto, são as duas funcionalidades com maior impacto direto na produtividade diária de uma equipa.

O que estes sinais têm em comum? E como é que a formação em Excel pode ajudar?

Nenhum destes problemas é sobre “não saber Excel”. É sobre não conhecer o potencial real de uma ferramenta que já está instalada em todos os computadores da empresa, mas raramente é usada além do essencial.

A formação em Microsoft Excel Avançado cobre exatamente estas três competências: ligar e organizar dados entre múltiplas folhas de cálculo, analisá-los com tabelas dinâmicas e filtros, e automatizar tarefas repetitivas com macros. Aplicadas ao dia a dia real da empresa, devolvem tempo à equipa, reduzem erros e aceleram decisões.

Fale connosco e conheça a formação em Microsoft Excel Avançado da Academia GROW.

 

FAQ’s: Perguntas frequentes sobre formação em Excel Avançado

O que é uma tabela dinâmica e para que serve?

Uma tabela dinâmica é uma funcionalidade do Excel que permite resumir, cruzar e analisar grandes volumes de dados em poucos segundos, sem escrever fórmulas complexas. É a forma mais rápida de responder a perguntas como “qual o produto mais rentável” ou “como evoluíram as vendas por mês”.

O que é uma macro no Excel?

Uma macro é uma sequência de ações gravada ou programada que o Excel repete automaticamente sempre que é executada. Serve para automatizar tarefas repetitivas — como formatar um relatório ou aplicar sempre os mesmos filtros — reduzindo uma tarefa de vários minutos a um único clique.

Que nível de Excel é necessário para frequentar a formação Excel Avançado?

A formação destina-se a profissionais que já dominam o Excel básico (fórmulas simples, formatação, folhas de cálculo) e querem avançar para ligação entre múltiplas folhas, análise de dados com tabelas dinâmicas e automatização com macros. Os destinatários devem ter, no mínimo, 18 anos e o 12º ano de escolaridade.

Quanto tempo pode a formação em Excel poupar a uma empresa?

Depende do volume de tarefas manuais existentes, mas empresas que automatizam relatórios recorrentes e substituem cópia manual de dados por ligações entre folhas e macros reportam tipicamente reduções muito significativas no tempo gasto em tarefas administrativas repetitivas, libertando a equipa para análise e decisão.

A formação é indicada para empresas ou apenas para profissionais individuais?

Ambos. A formação em Microsoft Excel Avançado da Academia GROW está disponível tanto para empresas que pretendam inscrever os seus colaboradores como para profissionais no ativo que queiram desenvolver estas competências de forma autónoma.

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Prazo do FCT 2026: por que não deve esperar pelo fim do ano?

Prazo do FCT 2026: por que não deve esperar pelo fim do ano?

O prazo do FCT 2026 termina a 31 de dezembro, mas o pedido de resgate é apenas o primeiro passo de um processo que exige tempo, planeamento e execução cuidada.

As empresas que ainda não mobilizaram o saldo do Fundo de Compensação do Trabalho enfrentam, neste momento, uma decisão estratégica: agir agora, com margem para planear formação certificada com qualidade, ou arriscar deixar tudo para os últimos meses do ano, quando a pressa compromete o resultado.

Este artigo explica por que não deve adiar o pedido de mobilização da verba do Fundo de Compensação do Trabalho, o que muda em 2026, e quais os passos que precisa de cumprir entre o pedido de resgate e a execução efetiva da formação financiada pelo saldo do FCT.

O que é o FCT e por que tem um prazo limite?

O Fundo de Compensação do Trabalho foi criado em 2013, no contexto das reformas do mercado de trabalho da época da Troika. Durante quase uma década, as empresas contribuíram mensalmente para este fundo, que tinha como objetivo garantir até 50% da compensação devida aos trabalhadores em caso de cessação de contrato. Assim, entre outubro de 2013 e maio de 2023, o fundo acumulou cerca de 600 milhões de euros em contribuições das empresas portuguesas.

Mas este regime foi alterado: o FCT passou a um regime contabilisticamente fechado, e os saldos das contas individuais dos trabalhadores foram convertidos numa conta global de cada empregador. Esta mudança abriu uma janela de oportunidade que, no entanto, não é permanente:

    • O saldo acumulado pode ser resgatado até ao final de 2026, ou até à extinção definitiva do FCT, dependendo do que ocorrer primeiro.
    • Os montantes que não forem resgatados dentro deste prazo revertem para o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (FGCT), e deixam de poder ser recuperados pela empresa.

Por esta razão, o prazo do FCT 2026, mais do que uma formalidade administrativa, é uma última oportunidade para as empresas usufruírem de formação sem qualquer custo adicional.

Porquê financiar a formação com o resgate do FCT?

É certo que o saldo do FCT pode ser mobilizado para diferentes finalidades, mas a formação profissional certificada destaca-se como a opção que gera retorno direto para a empresa, em vez de se limitar a um movimento contabilístico.

Ao usar o saldo do FCT para cumprir e reforçar esta obrigação, a empresa transforma um encargo legal numa ferramenta de motivação, retenção de talento e aumento de produtividade, sem custo adicional direto, já que o investimento provém de um fundo que a própria empresa já alimentou ao longo de quase dez anos.

Esta lógica ganha ainda mais relevância num contexto empresarial marcado pela necessidade de requalificação e reconversão profissional, seja em competências digitais, inteligência artificial aplicada ao trabalho, segurança e saúde no trabalho, ou competências técnicas específicas de cada setor.

Como funciona o pedido de resgate do FCT?

O processo de resgate é tecnicamente simples, mas exige rigor em alguns passos.

O pedido é feito através do portal dos Fundos de Compensação, com acesso através das credenciais de Segurança Social Direta da empresa.

No momento da submissão, a empresa deve indicar:

      • O valor que pretende resgatar
      • A finalidade do resgate, como por exemplo a formação certificada dos colaboradores
      • Os trabalhadores beneficiados pela mobilização do saldo

Quando a finalidade do resgate é financiar formação, a empresa precisa também de apresentar uma declaração, sob compromisso de honra, confirmando que as estruturas representativas dos trabalhadores (comissão de trabalhadores, comissão sindical ou delegados sindicais) foram ouvidas, e que não existe oposição fundamentada ao processo. Nas empresas onde estas estruturas não existem, a intenção de mobilização deve ser comunicada aos trabalhadores com uma antecedência mínima de dez dias consecutivos relativamente à data pretendida.

O que acontece depois do pedido de mobilização do saldo do FCT?

É neste ponto que muitas empresas subestimam o tempo necessário. Submeter o pedido de mobilização não encerra o processo, apenas o desbloqueia.

Depois do pedido, é necessário:

          • Consultar o saldo disponível
            Antes de planear qualquer ação, a empresa precisa de confirmar qual o valor acumulado na sua conta global, para dimensionar corretamente o investimento em formação.
          • Definir a finalidade concreta da formação
            Não basta indicar genericamente “formação certificada”. É preciso identificar um Plano de Formação que lacunas de competências a empresa quer colmatar, e de que forma essa formação se liga aos objetivos estratégicos do negócio, sejam eles digitalização, produtividade, segurança operacional ou desenvolvimento de liderança.
          • Escolher cursos certificados alinhados com as necessidades da equipa
            A formação financiada pelo FCT precisa de ser ministrada por entidades certificadas, o que implica selecionar parceiros de formação com credenciação adequada (por exemplo, certificação DGERT) e um catálogo de cursos relevante para a realidade da empresa.
          • Calendarizar as ações de formação
            Formação de qualidade não se organiza em poucos dias. Definir datas, disponibilidade dos colaboradores, formato (presencial, online ou híbrido) e carga horária exige antecedência, sobretudo em equipas com agendas operacionais apertadas.
          • Garantir a execução com rigor e a certificação final
            A formação financiada pelo FCT só cumpre o seu propósito quando é executada com qualidade e devidamente certificada, permitindo à empresa comprovar o cumprimento das obrigações legais de formação e, simultaneamente, demonstrar o investimento realizado no desenvolvimento das suas equipas.

Concentrar tudo isto nas últimas semanas de 2026 não é apenas arriscado do ponto de vista do prazo, é também a forma mais provável de comprometer a qualidade da formação e, consequentemente, o impacto real que ela pode ter na produtividade e nas competências da equipa.

FAQs: Perguntas mais frequentes sobre o prazo do FCT 2026

Até quando posso pedir o resgate do FCT em 2026?

O prazo para submeter o pedido de mobilização do saldo do FCT termina a 31 de dezembro de 2026, ou na data de extinção definitiva do fundo, caso esta ocorra primeiro.

O que acontece ao saldo do FCT se a empresa não fizer o pedido a tempo?

Os valores que não forem resgatados dentro do prazo revertem para o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (FGCT) e deixam de poder ser recuperados pela empresa.

O saldo do FCT pode ser usado para qualquer tipo de formação?

O saldo deve financiar formação certificada, ministrada por entidades com certificação adequada, e alinhada com as necessidades reais e os objetivos estratégicos da empresa.

Quanto tempo demora todo o processo, desde o pedido até à formação concluída?

Não existe um prazo fixo, porque depende do número de colaboradores, da complexidade da formação e da disponibilidade das entidades formadoras. É por isso que iniciar o processo com antecedência, em vez de o concentrar nos últimos meses do ano, aumenta significativamente a qualidade do resultado final.

É preciso o acordo dos trabalhadores para resgatar o saldo do FCT?

Sim. Quando o resgate se destina a financiar formação, a empresa deve confirmar, sob compromisso de honra, que as estruturas representativas dos trabalhadores foram ouvidas e que não há oposição fundamentada. Se essas estruturas não existirem, a intenção de mobilização deve ser comunicada aos trabalhadores com pelo menos dez dias de antecedência.

Como ajudamos no resgate do FCT 2026?

A Academia GROW, da Estrategor, é entidade certificada pela DGERT em 17 áreas de formação, e acompanha as empresas em todas as fases deste processo: desde o diagnóstico das necessidades de formação, ao enquadramento do pedido de resgate, até à execução e certificação final das ações formativas.

Quer perceber como aplicar o saldo do FCT da sua empresa em formação certificada antes do final do prazo? Fale connosco!

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Formação Financiada pelo Portugal 2030: saiba como preparar a candidatura da sua empresa!

Formação Financiada pelo Portugal 2030: saiba como preparar a candidatura da sua empresa!

As candidaturas aos apoios para Formação Financiada pelo Portugal 2030 estão previstas entre 30 de junho e 30 de outubro. Para Médias e Grandes Empresas das regiões Norte, Centro e Alentejo, esta pode ser uma oportunidade para reforçar competências, qualificar equipas e preparar a empresa para novos desafios de crescimento.

Afinal, a formação profissional, mais do que uma mera obrigação legal, é uma ferramenta estratégica para melhorar processos, aumentar a produtividade, reter talento e preparar as empresas para os desafios da digitalização e sustentabilidade.

Com a publicação do novo Plano de Avisos do Portugal 2030, já existe uma previsão concreta para a abertura das candidaturas ao SIQRH – Formação Empresarial – Operações Individuais. Embora as condições finais devam ser confirmadas no aviso formal, este calendário permite que as empresas comecem desde já a preparar o seu plano de formação.

E essa preparação pode fazer a diferença.

O que é a Formação Financiada pelo Portugal 2030?

A Formação Financiada pelo Portugal 2030 permite apoiar projetos de qualificação dos recursos humanos das empresas, com o objetivo de reforçar a sua capacidade de adaptação, inovação e competitividade.

No âmbito do SIQRH – Formação Empresarial, estes apoios destinam-se à formação de ativos das empresas, incluindo trabalhadores, empresários e gestores, podendo incluir áreas técnicas, digitais, comerciais, comportamentais, produtivas e de gestão, desde que alinhadas com as necessidades reais da empresa e com os objetivos do programa.

Na prática, a Formação Financiada permite que a empresa transforme uma necessidade interna de qualificação num projeto estruturado, com objetivos claros, ações formativas organizadas e enquadramento nos apoios disponíveis.

Quando abrem as candidaturas à Formação Financiada?

Segundo o novo Plano de Avisos do Portugal 2030, as candidaturas ao SIQRH – Formação Empresarial – Operações Individuais estão previstas entre 30 de junho e 30 de outubro.

Até lá, a sua empresa pode começar a preparar a candidatura ao Portugal 2030 em quatro frentes:

  • Identificar necessidades reais de formação;
  • Definir áreas prioritárias para o crescimento da empresa;
  • Estruturar um plano de formação alinhado com os objetivos do negócio;
  • Reunir a informação necessária para submeter a candidatura.

Quando o aviso abrir, as empresas que já tiverem este trabalho feito estarão em melhores condições para avançar com uma candidatura consistente.

Que empresas podem beneficiar destes apoios do Portugal 2030 para Formação?

Estes apoios destinam-se a empresas das regiões Norte, Centro e Alentejo, inseridas nos seguintes Clusters de Competitividade:

  • Calçado e Moda;
  • Automóvel;
  • AEC – Arquitetura, Engenharia e Construção;
  • Habitat Sustentável;
  • Têxtil, Tecnologia e Moda;
  • PRODUTECH;
  • Engineering & Tooling.

O aviso formal deverá confirmar as condições finais de acesso, por isso, antes de avançar, é importante avaliar o enquadramento da empresa e perceber se a sua atividade, localização e plano de formação cumprem os requisitos do programa.

Que áreas de formação podem ser apoiadas?

As áreas de formação devem responder às necessidades concretas da empresa e contribuir para a sua modernização, produtividade e competitividade, nomeadamente:

  • Competências digitais;
  • Inteligência Artificial aplicada ao contexto empresarial;
  • Marketing, comunicação e vendas;
  • Gestão, liderança e desenvolvimento de equipas;
  • Produtividade, organização e melhoria de processos;
  • Qualidade, ambiente, sustentabilidade e economia circular;
  • Internacionalização e abordagem a novos mercados;
  • Competências técnicas específicas do setor de atividade;
  • Soft skills, comunicação, negociação e trabalho em equipa.

Mais do que escolher cursos isolados, a empresa deve construir um plano coerente. Um bom plano de formação deve responder a perguntas concretas: que competências faltam? Que equipas devem ser envolvidas? Que objetivos de negócio serão apoiados pela formação? Que impacto se espera na produtividade, na organização ou na competitividade da empresa?

Porque deve preparar a candidatura antes da abertura do aviso?

Preparar a candidatura antes de 30 de junho permite ganhar tempo, evitar decisões apressadas e construir um plano mais robusto. Esta antecipação é importante pois, no âmbito de uma candidatura a formação financiada pelo Portugal 2030, permite perceber:

  • Que necessidades existem na empresa;
  • Que trabalhadores, empresários ou gestores devem ser envolvidos;
  • Que áreas de formação têm maior impacto no negócio;
  • Como o plano se articula com o setor e o cluster de competitividade;
  • Que objetivos concretos se pretende alcançar;
  • Que informação será necessária para instruir a candidatura.

Quanto mais clara for esta preparação, maior será a capacidade da empresa para apresentar um projeto coerente, fundamentado e alinhado com as prioridades do Portugal 2030.

Como começar a candidatura a Formação Financiada pelo Portugal 2030?

O primeiro passo é fazer um diagnóstico das necessidades de formação da empresa. Este diagnóstico deve cruzar a realidade atual das equipas com os objetivos futuros do negócio.

Depois, é necessário definir prioridades. Nem todas as necessidades têm o mesmo impacto. Algumas formações podem ser importantes para melhorar processos internos; outras podem apoiar a entrada em novos mercados, a adoção de ferramentas digitais, a melhoria da liderança ou a resposta a novas exigências técnicas.

A partir daqui, a empresa deve estruturar o plano de formação, identificando áreas, destinatários, objetivos, formato e lógica de execução. Este plano deve ser realista, coerente e alinhado com os critérios do aviso.

Por fim, é necessário reunir a informação de suporte à candidatura e garantir que o projeto cumpre as condições exigidas pelo programa.

Como a Academia GROW pode ajudar?

A Academia GROW da Estrategor é certificada em 17 áreas de formação e conta com 31 anos de experiência em incentivos, formação e desenvolvimento empresarial.

Apoiamos a sua empresa desde a fase inicial de diagnóstico até à estruturação do plano de formação e preparação da candidatura, incluindo:

  • Analisar as necessidades de formação da empresa;
  • Identificar áreas prioritárias de qualificação;
  • Definir ações formativas ajustadas aos objetivos do negócio;
  • Estruturar um plano coerente e alinhado com o aviso;
  • Preparar a informação necessária para a candidatura;
  • Acompanhar a empresa ao longo do processo.

Trabalhamos lado a lado com a sua empresa para transformar este apoio em crescimento, competências e resultados.

Fale connosco e comece já a preparar o plano de formação da sua empresa.

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Regulamento Geral de Proteção de Dados Pessoais

Porque não deve deixar o pedido de resgate do FCT para depois?

Não basta fazer o pedido de resgate do FCT. Mobilizar o saldo do Fundo de Compensação do Trabalho implica consultar o saldo, cumprir procedimentos, definir as formações certas, calendarizar ações, envolver equipas e garantir que tudo é executado com qualidade.

Neste excerto do podcast Estratégias & Negócios, explicamos porque é que deixar este processo para mais tarde pode limitar a capacidade da empresa para transformar o saldo disponível em formação realmente útil.

 

Há mais para descobrir sobre o FCT no nosso podcast!

Este é um dos excertos que selecionámos da nossa conversa com Miguel Teixeira, consultant na Estrategor e um dos nossos especialistas no resgate do Fundo de Compensação do Trabalho.

Pode ouvir o episódio completo aqui: www.estrategor.pt/podcast

Quer fazer o resgate do seu FCT e converter o fundo em formação a custo 0? Fale connosco!

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