Conheça os principais equipamentos de proteção individual!

Conheça os principais equipamentos de proteção individual!

A formação em Segurança e Saúde no Trabalho é um compromisso essencial para qualquer empresa comprometida com o bem-estar dos seus colaboradores, a produtividade e o sucesso no mercado. Nesse contexto, os equipamentos de segurança desempenham um papel crucial na prevenção de acidentes. Vamos conhecer os principais equipamentos de proteção individual (EPIs)?

Neste artigo damos a conhecer a importância dos EPIs, as obrigações das empresas e colaboradores e quais os principais equipamentos que garantem um ambiente de trabalho seguro e eficiente.

Porque é que os EPIs são essenciais à Segurança no Trabalho?

Os EPIs são todos os dispositivos ou equipamentos destinados à proteção individual dos colaboradores contra riscos ou doenças. Mais do que uma exigência legal, os EPIs são indispensáveis para reduzir acidentes, minimizar danos e promover um ambiente de trabalho mais seguro para todos.

É o Decreto-Lei 50/2005, de 25 de fevereiro, que estabelece as regras para a segurança dos trabalhadores, nomeadamente, na utilização de equipamentos. O uso dos EPIs é determinado por esta legislação, a qual exige que:

    • As empresas forneçam os EPIs gratuitamente aos trabalhadores, assegurando que estes estejam em conformidade com as normas técnicas aplicáveis;
    • Os colaboradores façam um uso correto dos EPIs, garantindo uma utilização dentro das regras e recomendações fornecidas em contexto de formação.

Assim, os EPIs são mesmo a última linha de defesa na eliminação de riscos, pelo que devem ser utilizados durante todo o tempo de exposição ao perigo.

Principais obrigações das empresas e dos trabalhadores

No âmbito da Segurança no Trabalho, as empresas devem garantir:

    • Fornecimento gratuito dos EPIs adequados a cada função;
    • Formação sobre o uso correto e a manutenção dos respetivos equipamentos de proteção individual;
    • Substituição imediata em caso de dano, extravio ou inconformidades;
    • Monitorização constante para confirmar a correta utilização dos equipamentos.

Já os colaboradores devem:

    • Utilizar os EPIs sempre que necessário e conforme as instruções e formação recebida;
    • Manter os equipamentos em bom estado, zelando pela sua conservação e higiene;
    • Comunicar problemas como danos ou perda dos EPIs;
    • Evitar alterações ou o uso de equipamentos que não tenham sido fornecidos pela empresa.

Quais os Equipamentos de Proteção Individual a usar?

Como referimos, diferentes atividades e tarefas exigem diferentes equipamentos, bem como a adequada formação à sua utilização. Não obstante, há alguns EPIs comuns que vamos conhecer de seguida:

Capacete de segurança

O capacete de segurança protege os trabalhadores contra impactos na cabeça durante a transição nas instalações da empresa. Por essa razão, trata-se de um EPI obrigatório na maioria das situações de trabalho em ambiente industrial.

Além da obrigatoriedade de utilização, o capacete de segurança deve possuir a seguinte informação:

    • Número da Norma Europeia que certifica a sua utilização;
    • Identificação do fabricante;
    • Ano de fabrico.

Proteção auricular

Armazéns ou fábricas são, habitualmente, instalações com elevado nível de ruído. Como tal, os operadores devem proteger-se com protetores tipo concha, auriculares ou capacetes com abafador de som de modo a prevenir danos auditivos.

Óculos de segurança

Os óculos de segurança são essenciais para proteger os olhos contra partículas, detritos ou líquidos químicos que possam causar lesões. São, portanto, indispensáveis em trabalhos como soldagem, corte ou manuseio de materiais perigosos.

Luvas de proteção

As luvas de proteção protegem as mãos contra lesões, abrasões, queimaduras ou mesmo perfurações. Estão disponíveis em diferentes materiais, como borracha, couro ou outros tecidos resistentes, e devem ser escolhidas de acordo com o tipo de risco envolvido.

Calçado de segurança

Os sapatos de segurança protegem contra quedas de objetos, perfurações ou quedas, oferecendo estabilidade em superfícies irregulares ou escorregadias.

 

Vantagens da formação em Segurança no Trabalho

A correta utilização dos diferentes EPIs implica que as empresas assegurem aos seus colaboradores a adequada formação. Se assim for, são vários os benefícios de um bom uso dos Equipamentos de Proteção Individual, designadamente:

    • Prevenção de acidentes, já que os EPIs reduzem riscos e garantem a integridade física dos colaboradores.
    • Aumento da produtividade, pois trabalhadores mais seguros sentem-se mais motivados e focados no desempenho das suas tarefas e no cumprimentos dos seus objetivos;
    • Cumprimento das obrigações legais;
    • Reforço da imagem, reputação e credibilidade da empresa, demonstrando o empenho no cumprimento das suas responsabilidades sociais perante os colaboradores.

 

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Na Academia GROW estamos prontos para ajudar a sua empresa a cumprir a legislação e a elevar os seus atuais padrões de segurança.

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Segurança no Trabalho: descubra as principais obrigações!

Segurança no Trabalho: descubra as principais obrigações!

A Formação Profissional em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é mais do que uma exigência legal. É um investimento estratégico na segurança, bem-estar e produtividade dos colaboradores, elementos essenciais para o sucesso das empresas. Por isso, descubra neste artigo as principais obrigações sobre Segurança e Saúde no Trabalho, bem como recomendações e vantagens para garantir um ambiente de trabalho seguro e produtivo

O que diz a lei sobre Segurança no Trabalho?

A Lei nº 102/2009 confere a todos os empregadores a responsabilidade de proporcionarem formação que assegure condições de trabalho seguras, incluindo áreas essenciais como:

      • Primeiros Socorros;
      • Combate a Incêndios;
      • Normas de evacuação.

Por outras palavras, as empresas devem adaptar os programas de formação ao posto de trabalho e ao nível de risco de cada atividade, garantindo que todos os colaboradores estão devidamente preparados para evitar acidentes e atuar em situações de emergência.

 

Porque é que a Segurança e Saúde no Trabalho é tão importante?

A Segurança no Trabalho abrange todas as ações preventivas que protegem os colaboradores contra acidentes, evitando ainda interrupções na operação que resultem em custos inesperados e danos para a imagem e reputação das empresas.

Não obstante, Portugal ainda é dos países da União Europeia com mais acidentes de maquinaria pesada, destacando-se a falta de formação adequada como um dos principais fatores de risco e, por conseguinte, uma das principais obrigações das empresas. Outros motivos incluem a falta de manutenção dos veículos e a falta de utilização de práticas de segurança.

 

Principais obrigações na operação de empilhadores

Sempre que a utilização de um equipamento de trabalho possa apresentar risco específico para a segurança ou a saúde dos trabalhadores, o empregador deve tomar as medidas necessárias para que a sua utilização seja reservada a operador especificamente habilitado para o efeito, considerando a correspondente atividade.

Decreto Lei 50/2005, de 25 de fevereiro

A operação de empilhadores e outros equipamentos de movimentação de cargas é das atividades que apresenta mais riscos. A diversidade de equipamentos (desde empilhadores a plataformas elevatórias) e utilizações obriga a que cada operador receba formação específica para cada tipologia de empilhador, a fim de adquirir as competências necessárias.

Por conseguinte, o Decreto-Lei 50/2005 estabelece mesmo que “os equipamentos de trabalho automotores só podem ser conduzidos por trabalhadores devidamente habilitados“. Afinal, falamos de uma das atividades que origina mais acidentes de trabalho, pois muitos dos acidentes em contexto de trabalho ocorrem com equipamentos de movimentação de cargas.

Entre as práticas mais perigosas, destacam-se:

      • Realizar viragens sem reduzir a velocidade;
      • Travar bruscamente;
      • Descer as rampas de frente com o empilhador carregado;
      • Subir ou descer a carga enquanto se está a transportar;
      • Descer do empilhador sem parar o motor;
      • Circular com o empilhador junto a pessoas;
      • Utilizar a marcha-atrás como travão;
      • Não utilizar o cinto de segurança.

Atendendo a estes e outros riscos, a operação de empilhadores implica obrigações que envolvem tanto as empresas como os colaboradores. Desde logo, é essencial garantir que apenas operadores certificados operam os equipamentos, bem como uma verificação diária das suas condições, tanto aos hidráulicos como aos travões e demais sistemas. Estes e outros cuidados são o cerne da formação que as empresas deverão também assegurar à sua força de trabalho.

 

Vantagens da formação em Segurança no Trabalho

Embora a formação seja obrigatório, o cumprimento das obrigações de Segurança e Saúde no Trabalho resulta em vários benefícios para o sucesso das empresas:

      • Redução de acidentes e custos associados: Uma força de trabalho capacitada e experiente diminui o risco de incidentes e interrupções no trabalho.
      • Aumento da produtividade: Colaboradores seguros e bem preparados tendem a ser mais produtivos, já que se sentem motivados a dar o melhor de si para cumprir os objetivos com todas as condições de segurança.
      • Melhora a reputação: Num contexto em que a responsabilidade social das empresas está no centro das atenções, a formação em SST incrementa a reputação da empresa perante parceiros e stakeholders.

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Sabia que Portugal é dos países da UE com mais acidentes de trabalho? Formação é prevenir!

Sabia que Portugal é dos países da UE com mais acidentes de trabalho? Formação é prevenir!

Não só Portugal é dos países da UE com mais acidentes de trabalho, como os dados do EUROSTAT mostram que, em 2021, estávamos entre os três países com mais acidentes de trabalho não fatais, com uma taxa de 2.36 acidentes por 100 mil habitantes. Já no ranking dos acidentes de trabalho fatais, Portugal ocupava o 12º lugar. A boa notícia, porém, é que a Formação pode prevenir a ocorrência de acidentes no trabalho.

 

Acidentes de Trabalho em Portugal

A segurança no trabalho e a prevenção de acidentes é um tema cada vez mais importante entre as empresas. Sobretudo porque o número de acidentes é preocupante. Entre 2020 e 2024, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) realizou mais de 2.742 inquéritos a acidentes de trabalho graves, com os seguintes resultados:

Tipo de acidente​​​ 2020 2021 2022 2023​​ Total Geral
Nas instalações ​448​ ​632 638​ ​498 ​​2.342
De viagem, transporte ​ou​ circulação ​15 19 24 22 81
In Itinere 4 2 2 7 15
Total​ 467 653 664 527 2.438

Embora se tenha registado uma ligeira redução entre 2022 e 2023, o número de acidentes manteve-se elevado, especialmente no setor das Indústrias Transformadoras e Extrativas, que registaram no global 739 acidente ao longo de 4 anos.

Por distrito, os dados da ACT revelam que Lisboa foi a geografia mais afetada (489 acidentes), seguindo-se Porto (530 acidentes), Braga (213) e Santarém (179).

Não pense, porém, que esta é uma realidade que afeta apenas as Grandes Empresas. Analisando a dimensão das empresas afetadas por acidentes graves entre 2020 e 2024, a ACT detetou 512 acidentes entre as Pequenas Empresas e 394 acidentes nas Micro. As Médias Empresas registaram 360 acidentes e as grandes 247.

 

Acidentes de Trabalho na UE

Os rankings da União Europeia não apresentam cenários mais animadores. Em 2021, foram registados 2,88 milhões de acidentes de trabalho não mortais, de acordo com o Eurostat, com Portugal a ocupar a terceira posição (2.368 acidentes). Estes acidentes, de resto, foram graves o suficiente para resultar em pelo menos quatro dias de afastamento do trabalho, com impacto para a produtividade das empresas.

Entre os setores mais afetados, destacam-se a construção, transportes e armazenamento, bem como a indústria transformadora.

 

Formação é a chave para prevenir acidentes

As empresas que investem em formação dedicada à segurança no trabalho têm mais capacidade para evitar acidentes, o que se traduz, é claro, num ambiente de trabalho mais eficiente, produtivo e positivo para todos. Como vê, mais do que cumprir a lei, trata-se de proteger a sua equipa e, consequentemente, o seu negócio.

Ora, que empresário é que não quer uma equipa motivada, num ambiente de trabalho seguro? Formação para prevenir acidentes significa que os seus colaboradores sabem agir com segurança e como atuar em situações de risco. E é aqui que a Academia Grow pode ajudar!

Temos uma ampla gama de formações na área da Segurança e Saúde no Trabalho, com cursos desenhados para garantir a proteção dos seus colaboradores e o cumprimento de todas as normas legais, nomeadamente:

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5 dicas para Implementar Práticas Seguras e Saudáveis na sua Empresa

5 dicas para Implementar Práticas Seguras e Saudáveis na sua Empresa

Temáticas como Saúde e Bem-Estar no trabalho têm especial enfoque no mercado atual. Efetivamente, sabemos que colaboradores satisfeitos são colaboradores produtivos e produtividade é ponto assente para o sucesso de uma Empresa.

Mas, além de cumprir as obrigações de Saúde e Higiene no Trabalho, sabe como pode incentivar a adoção de práticas seguras e saudáveis na sua Empresa? Partilhamos cinco dicas fundamentais

 

1. Promover a importância da segurança e saúde no local de trabalho

Colaboradores que têm noção dos possíveis riscos laborais a que estão expostos e quais as medidas de prevenção que devem adotar, estão mais propensos à alteração de comportamentos, reduzindo, assim, a ocorrência de acidentes e lesões.

 

2. Identificar os principais riscos ergonómicos associados às tarefas laborais

A identificação de riscos ergonómicos possibilita a sua correção antes de se tornarem problemas de saúde, nomeadamente: dores nas costas, tendinites e lesões por esforço repetitivo, entre outros, que são comuns em ambientes de trabalho projetados de forma inadequada.

 

3. Apresentar técnicas de ergonomia para prevenir lesões e melhorar o conforto no trabalho

Quando o local de trabalho está adaptado às necessidades dos trabalhadores, permite reduzir o risco de lesões e aumentar o conforto no desempenho das funções. Algumas técnicas passam por ajustar o espaço de trabalho, alterar o mobiliário ou equipamentos, e incentivar a adoção de boas práticas posturais.

 

4. Introduzir a prática da ginástica laboral como uma forma de promover a saúde física e mental dos colaboradores

A prática de ginástica laboral permite a redução de tensões musculares, melhora a circulação sanguínea e aumenta o bem-estar dos colaboradores.  Além disso, ao introduzir a ginástica laboral no dia-a-dia da Empresa, os responsáveis estão a demonstrar preocupação com a saúde física e mental da sua equipa, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

 

5. Capacitar para a incorporação de hábitos saudáveis no dia-a-dia profissional

Ao capacitar os colaboradores para a adoção de hábitos saudáveis, as Empresas estão a promover uma cultura organizacional orientada para o bem-estar. Para isso, devem promover formações sobre a temática e incentivar a prática de exercícios de alongamento, fortalecimento e relaxamento durante o horário de trabalho.

 

Quer saber mais? Fale com a nossa equipa!

Ao incluírem estas práticas, as Empresas promovem um ambiente de trabalho seguro, saudável e produtivo. Afinal, investir na saúde e bem-estar dos colaboradores não reduz apenas os custos com acidentes de trabalho e ausências profissionais, mas contribui também para o aumento da satisfação e motivação dos colaboradores e, consequentemente, para o sucesso e a sustentabilidade das organizações!

Sabia que a Academia Grow desenvolve formação e workshops para Empresas orientados para a adoção destas práticas? Sim, isso mesmo! Fale connosco!

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“Conhecimento é a 1ª fase da formação em primeiros socorros, aplicá-lo é o seguinte”

“Conhecimento é a 1ª fase da formação em primeiros socorros, aplicá-lo é o seguinte”

É transversal a qualquer área, mas quando se trata de Primeiros Socorros há duas componentes que são fundamentais: conhecimento e ação. Para o nosso formador, Vítor Braga, uma formação em Primeiros Socorros não pode descurar estes pilares. Afinal, como o próprio diz, conhecimento é a 1ª fase da formação, saber aplicá-lo é o passo seguinte.

aqui demos a conhecer a experiência do nosso formador no domínio da emergência e prestação de auxílio, bem como a missão que guia cada ação de formação que leva às empresas e seus colaboradores.

Mas, hoje, vamos conhecer em detalhe o que implica uma formação em Primeiros Socorros. É que, na verdade, falamos de um momento que envolve:

      • Interação;
      • Avaliação;
      • Planeamento;
      • E decisão.

Vamos, então, falar do conhecimento em primeiros socorros e de como aplicá-lo nesta segunda parte da entrevista a Vítor Braga!

Academia GROW – Perante um acidente de trabalho, seja uma queimadura, queda ou outro, quais os primeiros cuidados que um socorrista deve adotar?

Vítor Braga – Primeiro, o socorrista deve ter uma atitude calma e segura, avaliar os riscos e perceber se tem condições de segurança para intervir junto da vítima. Se for o caso, aproxima-se da mesma, avalia a sua condição e presta o socorro adequado ao tipo de ocorrência que tem em mãos.

Sendo necessário, liga 112 para pedir um meio de socorro mais diferenciado e para encaminhar a vítima ao hospital.

AG – E o que fazer enquanto aguarda a chegada da equipa de bombeiros?

VB – Se fez o pedido, aguarda a chegada da equipa e faz toda a ponte de informação entre a vítima e as equipas dos bombeiros/INEM, colaborando com eles se for solicitado. É este o treino que fazemos nos cursos de primeiros socorros. Ter o conhecimento é a 1ª fase da formação, saber aplica-lo é o passo seguinte..

“O socorro à vítima é um momento de interação, avaliação, planeamento e decisão.”

AG – Nesses momentos de avaliação, socorro e eventual colaboração com socorristas profissionais, é preferível trabalhar em equipa ou pode a ação individual trazer resultados mais rápidos e eficazes?

VB – O socorro à vítima é um momento de interação, avaliação, planeamento e decisão. É um momento onde se deve privilegiar o trabalho em equipa porque são vários aspetos a serem aplicados simultaneamente e podemos dividir tarefas se assim for necessário.

Sendo assim, o trabalho em equipa pode trazer mais benefícios ao socorro do que o trabalho individual propriamente dito.

 

AG – Há alguma circunstância em que isso não seja aconselhável?

VB – Em equipa, podemos articular vários aspetos ao mesmo tempo sem comprometer o socorro à vítima. Mas é de realçar que esta “equipa”, para funcionar, deve estar munida de um nível básico de conhecimento. Caso isso não seja possível, privilegiamos o socorro apenas pela pessoa qualificada no local.

 

AG – Outra ação abordada na formação em Primeiros Socorros é a chamada para o 112. Quais as informações fundamentais para agilizarmos a resposta?

VB – As informações fundamentais para uma resposta rápida e eficaz são:

      • A localização exata (morada) e sempre que possível, com indicação de pontos de referência,
      • O número de telefone do qual estamos a ligar;
      • O número de vítimas, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;

O tipo de situação que temos (doença, acidente, parto, etc.), o que vemos, as queixas principais, o que observamos e o que sabemos fazer (“Tenho formação de primeiros socorros e sei fazer, por exemplo, Suporte Básico de Vida).

“Conhecimento das técnicas de preservação da vida é fundamental para a correta abordagem à vítima”

AG – Numa empresa, quais as qualidades que deve ter alguém formado em primeiros socorros?

VB Ser calmo e seguro para lidar com toda a situação que tem em mãos de uma forma correta. Ter autoconfiança e conhecimento, conhecimento básico, mas amplo de primeiros socorros, conhecimento das técnicas de preservação da vida é fundamental para a correta abordagem à vítima.

Também senso de urgência e facilidade na tomada de decisões, ou seja, conseguir compreender de forma rápida o que é mais urgente numa situação de emergência onde muitas vezes, não há tempo para dúvidas. É preciso que o socorrista tenha noção das suas ações e que possa efetuá-las de maneira assertiva.

 

AG – E ao nível da atuação?

VB – Conhecer e respeitar seus limites. É muito importante que o socorrista tenha plena noção dos seus limites e não os ultrapasse. O socorrista deve atuar com a intenção de manter a vítima viva e estável até que as equipas de emergência cheguem, não ultrapassando esse limite. Ser eficaz, ou seja, ir direto ao ponto é muito importante na atuação do socorrista. Por isso, é fundamental que já na primeira abordagem ele procure informar-se sobre a situação completa, entendendo o que aconteceu e quais as medidas a tomar.

 

AG – Mas, perante uma situação de emergência, na rua ou no local de trabalho, diferentes pessoas reagem de modo diferente…

VB – É verdade que as pessoas reagem de forma diferente às situações de emergência. Nem todas têm a capacidade de gerir o stress da melhor forma. Mas o treino e a casuística em lidar com este tipo de situações é que nos vão dar o traquejo e a calma necessária para abordar adequadamente cada situação. Por isso, na minha análise, a formação tem que incidir também no treino, na prática, na criação de cenários, criar obstáculos, preparar o socorrista para controlar emoções, gerir cenários, gerir pessoas…

“A formação tem que incidir no treino, na prática, na criação de cenários”

AG – As suas formações em Primeiros Socorros envolvem também esse treino?

VB – As formações que habitualmente ministro têm uma componente direcionada precisamente a esta gestão de cenários e gestão de stress. Assim, todo o conhecimento absorvido pelo formando é posto em prática corretamente, para que este socorrista que estamos a formar seja parte integrante da solução e não mais um problema a gerir no local.

 

AG – E é possível treinar essa capacidade de gestão mesmo em formações com cargas horárias mais reduzidas?

VB – É obvio que nem sempre conseguimos situações de treino ideais porque temos formações com cargas horárias diferentes, algumas mais curtas e temos que ajustar a abordagem dos conteúdos teóricos à prática. Mas sem dúvida que, mesmo com estas formações curtas, os formandos aprendem a gerir e a controlar emoções e reações, conseguindo pôr em prática todos os conteúdos abordados na formação.

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Primeiros Socorros: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”

Primeiros Socorros: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”

Há algo que Vítor Braga faz questão de deixar claro nas suas formações de Primeiros Socorros: “conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”. Este é, na verdade, o lema que o nosso formador leva às empresas que visita, guiado pela missão de posicionar os Primeiros Socorros como um dos pilares fundamentais do sucesso.

Afinal, falar de segurança no trabalho é mais do que apenas prevenir acidentes. É também uma forma de nos dotarmos de ferramentas para o dia-a-dia e, no caso das empresas, garantir a segurança, motivação e produtividade.

Vítor Braga combina todas estas componentes nas suas formações, mas também no seu dia-a-dia. Aliando a vocação de formador com a atividade enquanto Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, conta com mais de 18 anos de experiência em emergência e procura levar às empresas conhecimento prático para intervir e prevenir. Conhecimento esse que, por sua vez, se transformará em segurança e satisfação.

Sobre isso falaremos, porém, na segunda parte desta entrevista. Para já, vamos conhecer melhor o nosso formador em Primeiros Socorros, Vítor Braga!

Academia Grow – Quando nasce a paixão pela emergência e prestação de auxílio?

Vítor Braga – A paixão pela emergência surgiu em 2002, quando ingressei num corpo de bombeiros com o objetivo de ministrar a componente de treino físico nas escolas de aspirantes a bombeiros. Como a minha formação base é desporto e educação física e havia uma lacuna grande de formação nessa área nos bombeiros, foi-me feito o convite e aceitei.

Logo nesse ano, decidi fazer a minha primeira formação na área da saúde e primeiros socorros, com um curso de 8 horas de suporte básico de Vida.

AG – E quando é que se deu o click para fazer da emergência o seu futuro?

VB – Posso dizer que esse curso foi o “click” que me levou a aprofundar uma área que tanto me fascina. A partir daí foi sempre a tentar saber mais, com muitas formações, em 2006 ingressei numa escola de estagiários (aspirantes) a bombeiro e fiz cerca de 200h de formações (muitas delas direcionadas à emergência pré-hospitalar).

Em 2008 e já com a certeza que queria fazer da emergência o meu percurso profissional, concorri ao INEM, onde permaneço até hoje como Técnico de Emergência Pré-Hospitalar. São mais de 18 anos de experiência na área da emergência pré-hospitalar e milhares de horas de formação adquirida e administrada.

“O conhecimento básico de primeiros socorros devia ser inerente ao conhecimento base de qualquer cidadão.”

AG – Foi aí que nasceu a vocação pelo ensino e pela partilha dos conhecimentos que foi adquirindo?

VB – Juntamente com a minha vontade em aprender a socorrer nasceu a minha outra paixão: ensinar. Comecei a dar formação em 2009, começando pela formação nos bombeiros, passando depois por formação nas escolas, em cursos CEF e EFA. Atualmente, colaboro com diversas empresas de formação na área dos primeiros socorros, técnicas de socorrismo, suporte básico de vida e suporte básico de vida com DAE (Desfibrilhador Automático Externo). E sou também formador interno do INEM nas valências de Suporte Básico de Vida com DAE.

 

AG – O facto de não trabalharmos sozinhos, seja num escritório ou numa fábrica, torna a formação em Primeiros Socorros mais importante?

VB – Na minha opinião o conhecimento básico de primeiros socorros devia ser inerente ao conhecimento base de qualquer cidadão.

 

AG – Mas qual a importância de se dotar os trabalhadores de conhecimentos em primeiros socorros?

VB – Numa empresa que opera essencialmente em escritório ou numa indústria, existem sempre riscos inerentes à atividade em questão. Atualmente, as empresas dispõem de planeamentos de segurança e têm protocolos a seguir em caso de acidentes… Por isso mesmo é importante formar os colaboradores, dotá-los de conhecimentos teóricos e técnicos, as chamadas “skills”. Serão essas skills que lhes permitirão efetuar o primeiro socorro, o qual é fundamental e, muitas vezes, determinante para a vida da vítima até à chegada dos meios de socorro diferenciados.

 

AG – São os tais “pequenos grandes” gestos que podem fazer a diferença…

VB – São estes “pequenos” gestos que salvam vidas, são estes gestos que tentamos e queremos transmitir aos formandos, tornando-os elementos fundamentais e decisivos na prestação dos primeiros cuidados à vítima.

“Cabe-nos a nós, formadores e empresas de formação, mostrar a importância dos Primeiros Socorros como um pilar fundamental para o crescimento das empresas”

AG – E é uma formação que deve se aplica somente aos trabalhadores?

VB – Este conhecimento deve ser inerente não só ao colaborador, que opera na linha principal de uma indústria, mas também ao administrativo que trabalha no escritório. Isto porque, a qualquer momento, alguém ao nosso lado pode precisar de ajuda. Como eu costumo frisar na formação: “Quando menos esperamos o inesperado acontece”.

 

AG – Estão as empresas hoje mais conscientes da importância de se conhecerem práticas de primeiros socorros? Ou ainda há caminho a fazer?

VB – Sim, penso que atualmente as empresas estão mais conscientes da importância de dotar os seus colaboradores de conhecimento prático de primeiros socorros. Devido ao planeamento obrigatório de segurança e à fiscalização cada vez mais “apertada”, surge também a necessidade de se criarem equipas preparadas para atuarem nessas situações.

Contudo creio que existe ainda muito trabalho a fazer nesta área. Existe muito aquela mentalidade: “Os acidentes só acontecem aos outros, na nossa empresa fazemos tudo com cuidado e não corremos riscos”.

 

AG – Qual o papel que a formação em Primeiros Socorros pode ter no crescimento das empresas?

VB – Na minha perspetiva, cabe-nos a nós, formadores e empresas de formação, mostrar a importância dos Primeiros Socorros como um pilar fundamental para o crescimento das empresas.

Colaboradores preparados para atuar são colaboradores motivados, são colaboradores que vão moldar o pilar da segurança e tornar a empresa sólida nessa área. Até porque, ao dotarmos o colaborador de conhecimento, não só o ajudamos a intervir como também a prevenir… É algo que deixo sempre claro nas minhas formações: “Conhecimento para intervir é conhecimento para prevenir”.

“Colaboradores preparados para atuar são colaboradores motivados”

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