6 passos para criar um Plano de Formação e candidatar-se ao Portugal 2030

6 passos para criar um Plano de Formação e candidatar-se ao Portugal 2030

Na hora de se candidatar ao Portugal 2030, criar um Plano de Formação ajustado à sua empresa não só é crucial para qualificar as equipas, mas também para garantir o sucesso de uma candidatura aos apoios financeiros do Portugal 2030. Mas como fazê-lo?

Neste artigo, explicamos-lhe como criar um Plano de formação credível e com potencial para beneficiar dos apoios financeiros para a qualificação profissional.

Porque é essencial um bom Plano de Formação?

Um Plano de Formação credível e à medida faz com que o investimento em formação profissional seja – mais do que um imperativo legal – uma ferramenta estratégica de crescimento. Num mercado em constante evolução, apostar na qualificação das equipas é a chave para:

    • Impulsionar a produtividade e a inovação, tirando partido de equipas com mais competências para serem eficientes e implacáveis na hora de executarem as suas tarefas;
    • Aumentar a competitividade da empresa, dotando os colaboradores de novo know-how e skills que muitos concorrentes podem ainda não ter aprofundado;
    • Promover a retenção de talento, já que os colaboradores se sentem motivados a investirem a sua atenção e competências na empresa, aumentando o seu compromisso e empenho.

Finalmente – mas não menos importante – há novas oportunidades de financiamento para as empresas obterem apoio a fundo perdido, como já lhe revelámos aqui. E isso faz com que a criação de um bom Plano de Formação seja ainda mais importante para o sucesso de uma candidatura a estes incentivos!

6 passos para criar um Plano de Formação credível

1. Identificar as necessidades de formação

Comece por identificar as competências essenciais para o crescimento do seu negócio. Envolva os diferentes departamentos para perceber que lacunas precisam de ser colmatadas e quais as áreas estratégicas para investir.

2. Definir objetivos claros

Cada ação de formação deve ter um propósito bem definido. Quer melhorar a eficiência dos processos internos? Potenciar a liderança? Expandir conhecimentos sobre digitalização e sustentabilidade? Estabeleça objetivos concretos e mensuráveis.

 

3. Planear as ações de formação

Escolha os temas, a metodologia e a carga horária das formações. Defina se serão presenciais, online ou híbridas, e como se encaixarão na rotina dos colaboradores sem comprometer a produtividade.

 

4. Preparar a orçamentação e antecipar os recursos necessários

Calcule o investimento necessário, considerando custos de formadores, materiais, deslocações e eventuais impactos operacionais. Nesta fase, é crucial explorar os apoios financeiros disponíveis.

 

5. Escolher Parceiros e Entidades Formadoras

Opte por entidades certificadas e experientes, garantindo que a formação terá qualidade e um impacto real na empresa. No nosso caso, a Academia Grow da Estrategor é uma entidade formadora com acreditação DGERT em 17 áreas de formação profissional e trabalhamos exclusivamente com formadores experientes e especialistas nas suas áreas.

Acreditamos que trabalhar com especialistas pode otimizar o processo e garantir melhores resultados. Conheça aqui alguns dos nossos casos de sucesso!

 

6. Implementar e Avaliar

Após a formação, avalie os resultados: os colaboradores aplicam os novos conhecimentos? Houve melhorias no desempenho? A empresa atingiu os objetivos propostos? O acompanhamento pós-formação é essencial para maximizar o retorno do investimento.

Como Financiar a Formação com o Portugal 2030?

O Portugal 2030 oferece incentivos que permitem às empresas formar os seus colaboradores e recuperarem o investimento feito.

Atualmente, estão abertas as candidaturas ao aviso SIQRH – Formação empresarial individual clusters. Estes projetos têm uma duração máxima de 24 meses e devem ser adaptados às necessidades das empresas e do setor em que se inserem.

Os apoios financeiros cobrem áreas essenciais para a modernização e competitividade das empresas, tais como:

      • Digitalização;
      • Economia circular e sustentabilidade;
      • Liderança e gestão de equipas;
      • Estratégias de internacionalização;
      • …E muito mais!

Como Submeter uma Candidatura?

As candidaturas ao Portugal 2030 já estão abertas e terminam a 31 de março de 2025. Para aumentar a probabilidade de sucesso, é essencial contar com apoio especializado na estruturação do plano formativo e na submissão da candidatura.

Se quer garantir que a sua empresa aproveita esta oportunidade de financiamento, a Academia Grow e a Estrategor estão disponíveis para apoiar na construção de um plano de formação eficaz e na candidatura ao Portugal 2030.

Quer investir no crescimento da sua equipa com financiamento a fundo perdido? Fale connosco e descubra como podemos ajudar!

Subscreva a nossa Newsletter!

Seja particular ou empresa, fique a par de todas as novidades, bem como dos nossos
cursos e conteúdos exclusivos!

Particulares

Empresas

5 Dicas para potenciar o seu Plano de Marketing

5 Dicas para potenciar o seu Plano de Marketing

Com o mudo digital e a Inteligência Artificial a mudar a forma como as empresas gerem os seus negócios, já não é suficiente ter uma simples presença online para chamar a atenção dos clientes. O planeamento estratégico do marketing das empresas é a chave para maximizar o impacto das campanhas e otimizar os recursos disponíveis. Mas como potenciar o Plano de Marketing? E como garantir que a sua empresa está no caminho certo?

Neste artigo partilhamos consigo cinco dicas essenciais para otimizar o Planeamento Estratégico do Marketing da sua empresa!

E, se quiser aprofundar estas sugestões, a Academia GROW tem uma formação gratuita dedicada ao Planeamento Estratégico em Marketing.

Dicas para potenciar o Plano de Marketing

1. Defina os objetivos SMART

O primeiro passo para um marketing bem-sucedido é ter objetivos claros e mensuráveis. Uma das formas de conseguir isso é recorrer à metodologia SMART (Específicos, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais), que ajuda as empresas a definirem metas concretas e facilita o acompanhamento dos resultados.

Por exemplo, se tem um projeto de investimento dedicado à Internacionalização da sua empresa e financiado com apoios do Portugal 2030, é crucial centrar os investimentos nas estratégias de marketing que melhor servem os objetivos contratualizados. Aplicando a metodologia SMART fica mais fácil manter o foco nos resultados (e nos ajustes necessários) e não perde tempo nem recursos com iniciativas pouco eficazes.

2. Conheça o seu público-alvo

Sabe exatamente quem são os seus clientes? E quem são os seus clientes ideais?

Criar personas digitais ajuda a compreender melhor as necessidades, dores e motivações do seu público-alvo. Por isso, aprofunde esta informação para ajustar a estratégia de comunicação, escolher os canais mais eficazes e personalizar as ofertas para aumentar o impacto das suas campanhas.

 

3. Escolha os canais certos

Diferentes tipos de negócio e de perfis de clientes exigem diferentes abordagens para cada canal de comunicação. Aliás, nem todas as plataformas digitais são adequadas para todos o negócios, já que algumas empresas poderão ter necessidade de apostar mais em Social Media (para decisões e compras mais rápidas), enquanto outras poderão necessitar de combinar SEO, publicidade paga e E-Mail Marketing para convencer públicos mais exigentes. Ou seja, cada canal tem as suas caraterísticas e públicos distintos.

Por isso, defina quais os canais que fazem mais sentido para a sua empresa, direcione a sua estratégia para esses e evite dispersão de esforços.

 

4. Crie um funil de vendas da conversão à fidelização

Uma boa estratégia de marketing não termina na captação (ou “conversão”) de visitantes. É fundamental transformar esses visitantes em clientes através de um funil de vendas bem estruturado e, posteriormente, criar estratégias de remarketing para assegurar a sua fidelização.

Crie conteúdos que guiem o utilizador desde a descoberta da marca até à conversão. Isso contribuirá para aumentar as taxas de conversão das suas campanhas.

 

5. Monitorizar e ajustar… Regularmente

O mercado digital muda rapidamente. Como tal, aquilo que funciona hoje pode já não ser eficaz amanhã. Defina KPIs mensuráveis e utilize ferramentas de análise de dados para medir os resultados com regularidade e identificar oportunidades de melhoria.

Desta forma, será possível manter a estratégia otimizada e orientada para obter os melhores resultados.

Quer potenciar o seu Plano de Marketing com formação?

Estas cinco dicas são apenas o ponto de partida! Quer transformar o seu Plano de Marketing numa verdadeira máquina de crescimento? A Academia Grow tem a formação ideal para si: Planeamento Estratégico. E já lhe dissemos que é um curso grátis?

No âmbito do programa Emprego + Digital, esta formação gratuita vai ajudar a estruturar, implementar e otimizar a estratégia digital das empresas. Não perca esta oportunidade e inscreva-se já!

Fale connosco para mais informações!

Subscreva a nossa Newsletter!

Seja particular ou empresa, fique a par de todas as novidades, bem como dos nossos
cursos e conteúdos exclusivos!

Particulares

Empresas

Como financiar a formação através do Portugal 2030?

Como financiar a formação através do Portugal 2030?

A formação profissional é um pilar essencial para a inovação e competitividade das empresas. Mais do que a obrigação de proporcionar 40 horas de formação aos seus colaboradores, esta é uma oportunidade de crescimento e diferenciação, sobretudo agora que é possível financiar a formação da sua equipa através do Portugal 2030 e os novos apoios para Projetos Autónomos de Formação Financiada.

Os apoios do Portugal 2030 para financiar a formação profissional são uma oportunidade para Médias e Grandes Empresas reforçarem a sua competitividade. Na prática, é possível beneficiar de financiamento a fundo perdido para capacitar as suas equipas sem custos adicionais.

Quer saber mais sobre estas candidaturas do Portugal 2030? Vamos explorar todos os detalhes.

Portugal 2030:

O que são os Projetos Autónomos de Formação?

Os PAF são projetos financiados que visam aumentar as qualificações dos trabalhadores, preparando as empresas para desafios como a digitalização, inovação e internacionalização. Além disso, estes projetos podem também abranger empresários e gestores, garantindo que todos estão na linha da frente para responder aos desafios das suas empresas.

Com a publicitação do aviso de candidaturas SIQRH – Formação empresarial individual clusters, estes projetos têm uma duração de 24 meses e devem ser adaptados às necessidades das empresas e do setor em que se inserem.

Deve, portanto, aproveitar este apoio para financiar a formação se pretende:

      • Reduzir custos com a formação;
      • Garantir a qualificação contínua da equipa, promovendo a retenção de talento;
      • E preparar a empresa para desafios como a transição digital e sustentabilidade.

Quais os setores elegíveis para obter financiamento?

No âmbito do Portugal 2030, está aberto o aviso SIQRH – Formação Empresarial Individual Clusters, que financia 100% dos projetos de formação em setores estratégicos (ou Clusters de Competitividade) para o desenvolvimento económico nacional:

      • Calçado e Moda;
      • Automóvel;
      • AEC – Arquitetura, Engenharia e Construção;
      • Habitat Sustentável;
      • Engineering & Tool;
      • PRODUTECH;
      • Têxtil, Tecnologia e Moda.

Se a sua empresa pertence a um destes setores e opera no Norte, Centro ou Alentejo, pode candidatar-se e obter apoio para formar a sua equipa sem custos adicionais.

Que áreas de formação são financiadas?

As formações financiadas através dos PAF devem contribuir para a modernização e competitividade das empresas, abrangendo temas como:

      • Aperfeiçoamento competências técnicas para o negócio;
      • Economia circular, sustentabilidade e ambiente;
      • Economia digital, digitalização e Indústria 5.0;
      • Ferramentas de trabalho colaborativo, processos de produção e gestão da cadeia de abastecimento ágil e eficiente;
      • Ferramentas de gestão e melhoria da produtividade;
      • Internacionalização: Estratégias de entradas em mercados e otimização de processos de gestão; Criação e gestão da marca; Vendas online, comunicação e marketing digital;
      • Liderança e motivação de equipas de trabalho;
      • Entre outras.

Estas formações podem ser presenciais ou online e devem ser organizadas em módulos de 25 horas, envolvendo grupos de até 25 trabalhadores por ação.

 

Qual é a taxa de financiamento?

A taxa base de financiamento para os PAF é de 50% a fundo perdido, podendo mesmo financiar a totalidade dos projetos de investimento desde que as empresas cumpram algumas das condições previstas e contem com o apoio especializado da Academia Grow e da Estrategor.

Este financiamento pode ser usado para:

      • Custos com formadores e formandos;
      • Materiais e deslocações;
      • Serviços de consultoria para diagnóstico e planeamento.

 

Como submeter a candidatura?

As candidaturas ao Portugal 2030 para financiar a formação já estão abertas e o prazo de submissão termina a 31 de março de 2025. Por isso, quanto mais cedo iniciar a sua candidatura, maior a probabilidade de garantir financiamento!

Mas como começar? O primeiro passo é identificar as necessidades da sua empresa e estruturar um plano formativo alinhado com os critérios do programa. Se precisa de apoio neste processo, a Estrategor e a Academia Grow podem ajudar a preparar uma candidatura vencedora, garantindo que a sua empresa aproveita esta oportunidade para investir no talento e competitividade da sua equipa.

Não perca esta oportunidade! Contacte-nos agora e descubra como obter financiamento para formar os seus colaboradores e fortalecer a sua empresa no mercado.

Subscreva a nossa Newsletter!

Seja particular ou empresa, fique a par de todas as novidades, bem como dos nossos
cursos e conteúdos exclusivos!

Particulares

Empresas

Portugal 2030: candidaturas abertas para Formação!

Portugal 2030: candidaturas abertas para Formação!

E se fosse possível fazer formação profissional sem custos? Com o Portugal 2030, essa ambição já é realidade, pois estão abertas as candidaturas para formação, no âmbito dos Projetos Autónomos de Formação. Com este programa de apoio, as Médias e as Grandes Empresas podem financiar todos os custos com formação profissional certificada ao longo de 2 anos.

Mas, atenção: o prazo das candidaturas termina já a 31 de março! Por essa razão, neste artigo vamos explicar-lhe tudo sobre os Projetos Autónomos de Formação e como obter o máximo incentivo do Portugal 2030!

Os fundos europeus financiam a formação da sua equipa

A Formação Profissional de empresários, gestores e trabalhadores resulta em inovação e competitividade para as empresas, já que permite desenvolver competências específicas para responder às necessidades prementes, bem como a novos desafios que o crescimento da empresa possa introduzir. Assim, com este apoio para formação financiada, as empresas podem:

      • Aumentar a produtividade da sua equipa;
      • Qualificar os colaboradores para os desafios atuais e futuros;
      • Melhorar a gestão e eficiência operacional;
      • Adaptar-se às exigências do mercado global.

Além disso, esta não é a primeira vez que este apoio está disponível para as Médias e Grandes Empresas. E a Academia Grow da Estrategor obteve 100% de aprovação nas candidaturas a formação profissional!

Quem pode candidatar-se ao Portugal 2030

As candidaturas aos Projetos Autónomos de Formação podem ser realizadas por Médias e Grandes Empresas inseridas nos seguintes Clusters de Competitividade:

      • Calçado e Moda;
      • Automóvel;
      • AEC – Arquitetura, Engenharia e Construção;
      • Habitat Sustentável;
      • Engineering & Tool;
      • PRODUTECH;
      • Têxtil, Tecnologia e Moda.

Se a sua empresa faz parte de um destes Clusters, pode contar com a nossa ajuda para desenhar um plano de formação certificada à medida das necessidades dos seus colaboradores, abrangendo áreas como, por exemplo:

      • Aperfeiçoamento competências técnicas para o negócio;
      • Economia circular, sustentabilidade e ambiente;
      • Economia digital, digitalização e Indústria 4.0;
      • Fabrico de produtos sustentáveis de elevado valor acrescentado;
      • Ferramentas de trabalho colaborativo, processos de produção e gestão da cadeia de abastecimento ágil ee eficiente;
      • Ferramentas de gestão e melhoria da produtividade;
      • Governança ambiental, social e corporativa (ESG);
      • Inovação produtiva, tecnológica e organizacional;
      • Internacionalização: Estratégias de entradas em mercados e otimização de processos de gestão; Criação e gestão da marca; Vendas online, comunicação e marketing digital;
      • Liderança e motivação de equipas de trabalho;
      • Entre outras.

 

Como funcionam as candidaturas para Formação?

Dada a oportunidade de obter financiamento para realizar formação profissional durante dois anos, é essencial preparar um Plano de Formação à medida das necessidades atuais e futuras dos seus colaboradores. Neste artigo, já explicámos em detalhe como criar um Plano de Formação à medida, o que passa por três etapas cruciais:

      • Identificar as necessidades da empresa e elaborar um Plano de Formação adequado;
      • Garantir que a candidatura ao Portugal 2030 cumpre todos os requisitos;
      • Alinhar o seu projeto de formação com as necessidades do setor para maximizar as hipóteses de aprovação.

Para facilitar este processo, os consultores da Academia Grow da Estrategor estão disponíveis para ajudar a definir e a implementar o plano de formação da sua empresa, garantindo um acompanhamento completo e permanente.

 

Aposte na formação dos seus colaboradores com o Portugal 2030!

Quer candidatar-se ao Portugal 2030 e obter financiamento para Formação? Fale connosco para mais informações!

Subscreva a nossa Newsletter!

Seja particular ou empresa, fique a par de todas as novidades, bem como dos nossos
cursos e conteúdos exclusivos!

Particulares

Empresas

“A Lei de Whistleblowing fortalece a reputação e a credibilidade da empresa”

“A Lei de Whistleblowing fortalece a reputação e a credibilidade da empresa”

Desde 2022 que muitas empresas e entidades públicas têm de implementar canais internos de denúncia, em conformidade com a Lei nº 93/2021. No entanto, mais do que uma obrigação legal, a Lei de Whistleblowing fortalece a reputação e a credibilidade das organizações, tornando-as mais competitivas no mercado e mais atrativas para potenciais parceiros de negócios.

Nesta entrevista com Lúcia Marinho, formadora na Academia Grow da Estrategor e especialista em Proteção de Dados, Whistleblowing e no Regime Geral de Prevenção da Corrupção (RGPC), conhecemos melhor as obrigações das empresas e o papel da formação na implementação e gestão de Canais de Denúncia.

 

“Mais do que incentivar a denúncia, a Lei nº 93/2021 visa garantir a proteção dos denunciantes – ou Whistleblowers – e aumentar a transparência e a conformidade nas organizações.”

Lúcia Marinho

Formadora, consultora e especialista em RGPD e RGPC

Saiba o que é a Lei de Whistleblowing

Academia GROW (AG): Olá, Lúcia! Ajude-nos, antes de mais, a entendermos melhor o que é a Diretiva de Whistleblowing, por favor.
Lúcia Marinho (LM): Trata-se de uma Diretiva de âmbito europeu que protege as pessoas denunciantes de infrações em entidades privadas ou públicas. Em Portugal, o Regime Geral de Proteção de Denunciantes de Infrações (ou RGPDI) está consagrado na Lei nº 93/2021. Mais do que incentivar a denúncia de irregularidades, esta lei visa garantir a proteção dos denunciantes – ou Whistleblowers – e aumentar a transparência e a conformidade nas organizações.

AG: A que tipo de irregularidades se refere?
LM: Refiro-me a todo o tipo de violações de normas da União Europeia, desde regras de contratação pública à segurança dos produtos, proteção ambiental, proteção de dados pessoais…

AG: Isso quer dizer que a lei está diretamente relacionada com o Regulamento Geral de Proteção de Dados, o RGPD?
LM: Claro, o RGPDI (ou Lei de Whistleblowing) e o RGPD têm uma relação estreita, pois ambos protegem direitos fundamentais de cidadãos e entidades públicas e privadas. Desde logo porque as denúncias envolvem o tratamento de dados pessoais e a obrigação – do lado das entidades – de assegurar o correto tratamento destes dados. As entidades abrangidas pelo RGPDI devem, por isso, assegurar a implementação de medidas de segurança. E estas medidas devem garantir tanto a confidencialidade da denúncia como a proteção dos dados pessoais de quem denuncia.

“As entidades abrangidas pelo RGPDI devem assegurar a implementação de medidas de segurança, juntamente com a adoção de Canais de Denúncia.”

Lúcia Marinho

Formadora, consultora e especialista em RGPD e RGPC

AG: E essas medidas de segurança são obrigatórias para que tipo de entidades?

LM: A lei aplica-se a todas as entidades – privadas e públicas – com 50 ou mais trabalhadores, assim como os municípios com 10 mil ou mais habitantes. Estas organizações devem implementar um canal interno de denúncias que garanta o anonimato e a segurança do denunciante, dado que retaliações (como despedimento, suspensão, transferência ou qualquer outra forma de discriminação no local de trabalho) são proibidas pela lei.

AG: Entre um sistema físico ou um sistema digital, qual o tipo de canal de denúncias que deve ser adotado?

LM: Recomendo sempre um sistema digital, pois é mais eficaz para garantir a segurança e privacidade de todos os envolvidos. Este software deve permitir:

    • Receber a denúncia de modo confidencial e anónimo;
    • Distorcer a voz do whistleblower;
    • Interagir com o denunciante, se necessário;
    • E incorporar sistemas de encriptação, com validação de dois fatores;

Também é importante que este sistema esteja certificado pelo standard ISO 27001 e auditado pela ISAE 3000.

“Com a Lei de Whistleblowing, também os colaboradores são encorajados a envolverem-se ativamente na organização, ganham mais segurança e confiança na empresa, e isso incentiva a sua produtividade.”

Lúcia Marinho

Formadora, consultora e especialista em RGPD e RGPC

Canal de denúncias:

Como funciona?

AG: A gestão de Canal de Denúncias pode ser feita internamente ou é mais recomendável que essa gestão seja assegurada por uma entidade externa?

LM: É mais recomendável, sim. Ao delegarem a gestão do canal de denúncias numa entidade externa, as empresas garantem a absoluta isenção e o respeito pelas normas e legislação aplicável. Por exemplo, nós – SEGI Consulting e Estrategor – asseguramos que todo o processo seja 100% auditável e possa ser demonstrado às autoridades. Também garantimos a realização de formações junto dos colaboradores, o que reforça a eficácia na gestão e no funcionamento do canal de denúncias.

AG: Assim sendo, a implementação de Canais de Denúncia também contribui para a conformidade e ética organizacional, é isso?

LM: Sem dúvida! Acho até que a gestão transparente do canal de denúncias é essencial para criar um ambiente de trabalho ético e seguro, no qual os colaboradores se sintam encorajados a reportar irregularidades sem medo de retaliação. Só assim é que as empresas ganham mais credibilidade e transparência. Aliás, diria mesmo que, mais do que uma exigência legal, a Lei de Whistleblowing é uma oportunidade para fortalecer a reputação da empresa e a sua credibilidade no mercado.

AG: E quais as vantagens desta diretiva para os colaboradores?

LM: Desde logo, são encorajados a envolverem-se mais ativamente na organização e na conformidade legal da empresa. Por outro lado, os colaboradores ganham mais segurança e confiança na empresa, o que incentiva a sua produtividade e a satisfação geral com a empresa para a qual trabalham.

“As entidades abrangidas pelo RGPDI devem assegurar a implementação de medidas de segurança adequadas para garantir tanto a confidencialidade da denúncia como a proteção dos dados pessoais de quem denuncia.”

Lúcia Marinho

Formadora, consultora e especialista em RGPD e RGPC

AG: Explique-nos um pouco, Lúcia, o que acontece quando alguém faz uma denúncia?

LM: Em primeiro lugar, a denúncia é recebida de forma segura e confidencial por meio oral, escrito ou eletrónico, sendo registada formalmente e acompanhada de detalhes como a data, identidade (caso não seja anónima) e quaisquer evidências ou documentos relevantes. O responsável pela gestão das denúncias deve realizar uma avaliação inicial para determinar a seriedade e credibilidade da comunicação. Caso requeira investigação adicional, a empresa deve designar uma equipa ou pessoa responsável por conduzir essa investigação de forma imparcial e objetiva.

AG: O denunciante também é envolvido no processo de investigação?

LM: Sim, durante a investigação é importante manter o denunciante informado sobre o andamento da denúncia, dentro dos limites permitidos pela confidencialidade e a proteção dos dados pessoais.

Aposte na formação e evite pesadas coimas!

 

“A aposta em formação serve tanto para implementar e sensibilizar para a Lei de Whistleblowing, como para reforçar a cultura ética, a reputação da empresa no mercado e a confiança de clientes e parceiros.”

Lúcia Marinho

Formadora, consultora e especialista em RGPD e RGPC

AG: Disse-nos há pouco quais as entidades abrangidas pela Lei de Whistleblowing e as suas obrigações. Mas que penalizações podem ser aplicadas em caso de incumprimento?

LM: Podem variar, dependendo da gravidade e de cada caso. Mas diria que, de forma geral, as penalizações podem incluir uma advertência ou notificação pelo MENAC (Mecanismo Nacional Anticorrupção) em casos menos graves ou, nas situações mais graves, o MENAC pode impor mesmo o pagamento de pesadas coimas.

AG: Para evitar esses riscos, o apoio especializado torna-se essencial. De que forma pode a Lúcia, através da SEGI Consulting e da Estrategor, apoiar as entidades abrangidas pela Lei nº 93/2021?

LM: Podemos assumir a gestão externa dos canais de denúncia, desde a receção das denúncias ao follow-up, contato com o denunciante e a elaboração do relatório da denúncia, no qual constam as ações a tomar pela organização. Além disso, podemos também assegurar a formação dos colaboradores.

AG: Qual o papel da formação na implementação e gestão de um canal de denúncias?

LM: É um papel de conhecimento e sensibilização. Os colaboradores devem receber formação sobre a importância e o funcionamento do canal de denúncias. Jás as empresas devem promover a formação interna para conhecerem as obrigações específicas à sua realidade e dimensão. Diria que a aposta em formação serve tanto para implementar e sensibilizar para a Lei de Whistleblowing, como para reforçar a cultura ética, a reputação da empresa no mercado e a confiança de clientes e parceiros.

Precisa de apoio com a Lei de Whistleblowing?

Quer saber mais informações sobre a Diretiva de Whistleblowing e as principais obrigações da sua empresa? A Academia GROW tem disponível uma formação gratuita em Whistleblowing e Canais de Denúncia – Compliance, no âmbito do Programa Emprego + Digital.

Fale connosco para mais informações!