Guia prático do Cheque-Formação + Digital: como obter €750 até 30-06-2026

Guia prático do Cheque-Formação + Digital: como obter €750 até 30-06-2026

Quer investir em formação digital, como Inteligência Artificial (IA), Excel, Power BI ou outros cursos? O Cheque-Formação + Digital foi criado para trabalhadores e empresários e apoia até 750 euros dos custos com formação na área digital.

Neste guia prático explicamos, de forma simples e direta, o que é o Cheque-Formação + Digital, quem pode beneficiar, que cursos são elegíveis e o passo a passo para se candidatar.

 

1) O que é o Cheque-Formação + Digital?

O Cheque-Formação + Digital é uma medida pública integrada no Programa Emprego + Digital 2025, promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O objetivo principal é apoiar o desenvolvimento de competências digitais dos trabalhadores, contribuindo para:

  • a manutenção do emprego;
  • a progressão profissional;
  • o reforço da empregabilidade;
  • a adaptação às exigências da transformação digital.

O apoio funciona em regime de reembolso, após a conclusão da formação com aproveitamento.

 

2) Quem pode candidatar-se ao Cheque-Formação + Digital?

Pode candidatar-se qualquer trabalhador, independentemente do vínculo laboral, nomeadamente:

  • trabalhadores por conta de outrem;
  • trabalhadores independentes;
  • empresários em nome individual;
  • sócios de sociedades unipessoais por quotas;
  • trabalhadores em funções públicas.

 

3) Que tipo de formação pode ser financiada?

O Cheque-Formação + Digital financia ações de formação profissional no domínio do digital, desde que cumpram alguns requisitos essenciais:

  • a formação deve incidir sobre competências digitais;
  • pode ser presencial, mista ou totalmente a distância;
  • deve ser ministrada por uma entidade formadora certificada pela DGERT;
  • a ação de formação tem de estar registada na plataforma SIGO.

Esta medida permite que cada candidatura inclua uma ação de formação, ainda que esta possa integrar vários módulos ou unidades formativas, desde que exista coerência pedagógica.

 

4) Qual é o valor do apoio e como é feito o pagamento?

O apoio financeiro do Cheque-Formação + Digital apresenta regras claras:

  • Valor máximo: 750€ por candidato e por ano;
  • o apoio corresponde ao reembolso do valor base da formação;
  • o IVA não é comparticipado;
  • o pagamento é feito numa tranche única;
  • o pagamento ocorre após a conclusão da formação, mediante pedido de encerramento da candidatura;
  • o valor é transferido por transferência bancária para a conta do beneficiário.
  • Mesmo que o candidato realize várias ações de formação, o limite anual global mantém-se nos 750€.

 

5) Como funciona a candidatura ao Cheque-Formação + Digital?

A candidatura a esta medida de apoio à formação é feita de forma simples, através do Portal IEFP Online, onde deverá efetuar:

  1. Registo ou autenticação;
  2. Submissão da candidatura eletrónica;
  3. Apresentar a frequência da ação de formação;
  4. Pedir o encerramento da candidatura;
  5. E aguardar a receção do apoio financeiro até 750 euros.

Para isso, vai precisar de reunir os seguintes documentos:

  • comprovativo de situação contributiva regularizada perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária (ou autorização de consulta);
  • declaração sob compromisso de honra;
  • memória justificativa da ação de formação;
  • declaração da entidade formadora (ou comprovativo de frequência/conclusão);
  • comprovativo de IBAN.

A candidatura só deve ser encerrada após a conclusão da formação com aproveitamento, sendo obrigatório o certificado emitido na plataforma SIGO. Esse é um dos processos nos quais a Academia Grow pode ajudar!

 

6) Até quando posso candidatar-me ao Cheque-Formação +  Digital?

Este é um ponto crítico a ter em conta: são elegíveis ações de formação iniciadas a partir de 28-09-2022 e a data-limite para conclusão da formação é 30-06-2026.

As candidaturas permanecem abertas até ao esgotamento da dotação orçamental anual, mas, quanto mais cedo submeter a candidatura, maior a probabilidade de beneficiar do apoio e concluir a formação no prazo disponível.

 

7) Faça formação digital com a Academia GROW

A Academia GROW da Estrategor disponibiliza formação profissional alinhada com as necessidades reais das empresas e dos profissionais, com especial enfoque no desenvolvimento de competências digitais aplicadas ao contexto de trabalho.

A nossa equipa apoia:

  • a escolha da formação mais adequada;
  • o enquadramento da ação no âmbito do Cheque-Formação + Digital;
  • o esclarecimento de dúvidas ao longo de todo o processo.

Fale connosco para fazer formação e aproveitar esta medida antes do fim do prazo!

Fale connosco!

Regulamento Geral de Proteção de Dados Pessoais

Formação ESG: a sustentabilidade começa nas pessoas

Formação ESG: a sustentabilidade começa nas pessoas

Os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) assumem hoje um papel central na forma como as empresas são avaliadas por clientes, investidores, parceiros e entidades reguladoras. Além disso, é cada vez mais um fator de acesso a incentivos financeiros. Por isso, faz sentido que a formação ESG seja uma forma de reforçar a sustentabilidade empresarial e garantir que ela se materializa no dia-a-dia.

Mais do que um exercício de reporte, o ESG reflete a capacidade das organizações para gerir riscos, cuidar das pessoas e adotar práticas responsáveis e sustentáveis. Assim, a formação profissional destaca-se como uma das ferramentas mais eficazes para transformar princípios ESG em práticas concretas.

Mas, afinal, que áreas de formação contribuem efetivamente para reforçar os critérios ESG das empresas?

 

A Formação ESG começa nas pessoas

Embora os indicadores ESG sejam frequentemente associados a métricas, relatórios e políticas internas, a sua aplicação prática depende, sobretudo, das equipas.

São os colaboradores e as lideranças que implementam procedimentos, asseguram o cumprimento legal, gerem riscos e constroem uma cultura organizacional responsável. Ou seja, é através das pessoas — das suas competências, decisões e comportamentos — que a sustentabilidade empresarial pode ser medida.

Por isso, investir em Formação ESG permite alinhar comportamentos, reduzir riscos e reforçar a credibilidade da empresa junto dos seus stakeholders.

Vamos ver como isso acontece em cada pilar ESG:

 

Environmental (E): formação para estrutura, controlo e conformidade

Num mundo cada vez mais empenhado em contribuir para a transição climática, as empresas são chamadas a demonstrar organização, controlo e cumprimento das obrigações legais em matéria ambiental.

Neste pilar, a formação assume um papel essencial ao nível da estruturação de sistemas, definição de procedimentos internos e avaliação da conformidade legal. Eis alguns cursos que podem ajudar a criar rotinas internas consistentes, auditáveis e alinhadas com uma gestão ambiental responsável:

  • Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001)
    Capacita as empresas para preparar e estruturar a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental, integrado num Sistema de Gestão Integrado, promovendo uma abordagem sistemática à melhoria contínua do desempenho ambiental.
  • Procedimentos Internos de Proteção Ambiental
    Permite avaliar o grau de cumprimento das atividades de proteção ambiental, analisar procedimentos internos existentes e definir propostas de melhoria, reforçando a consistência e eficácia das práticas ambientais.
  • Avaliação da Conformidade Legal Ambiental
    Apoia a identificação da legislação ambiental aplicável, o enquadramento da sua aplicabilidade, a avaliação do grau de conformidade e a elaboração de relatórios, assegurando o acompanhamento e atualização permanente dos requisitos legais.

 

Social (S): formação para segurança, bem-estar e pessoas

O pilar social do ESG está diretamente ligado às pessoas e às condições em que trabalham. Aqui, a formação tem um impacto direto e mensurável quer na produtividade, quer na qualidade das relações humanas em contexto profissional.

Nesse sentido, há duas áreas de formação especialmente relevantes:

  1. Segurança e Saúde no Trabalho

A formação nesta área contribui para a prevenção de acidentes, a redução do absentismo, a proteção da saúde dos colaboradores e a criação de uma cultura de prevenção, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro.

    • Primeiros Socorros

      Capacita os colaboradores para atuar corretamente em situações de emergência, reduzindo a gravidade de acidentes e reforçando a capacidade de resposta imediata da organização.

    • Prevenção e Combate a Incêndios

      Prepara as equipas para agir de forma eficaz e organizada perante um foco de incêndio, minimizando riscos para pessoas, instalações e continuidade da atividade.

    • Ergonomia e Ginástica Laboral
      Prevê lesões musculoesqueléticas, reduz o absentismo e promove o bem-estar físico dos colaboradores, com impacto direto na produtividade.

 

  1. Soft Skills de Desenvolvimento Pessoal

O desenvolvimento de soft skills é crítico, não apenas para um ambiente de trabalho mais colaborativo e equilibrado, mas também para incrementar a taxa de retenção dos trabalhadores e reduzir o absentismo. Para tal, recomendamos formações como:

    • Liderança

      Desenvolve líderes mais conscientes, capazes de promover ambientes de trabalho seguros, motivadores e alinhados com valores de responsabilidade social.

    • Gestão de conflitos
      Contribui para relações profissionais mais saudáveis, redução de conflitos internos e melhoria do clima organizacional.

 

Governance (G): formação em ética, compliance e gestão do risco

O pilar da governação avalia a forma como a empresa é gerida, toma decisões e assegura o cumprimento das suas responsabilidades legais e éticas.

Neste domínio, recomendamos formações como:

  • Whistleblowing e Canais de Denúncia – Compliance
    Com foco no desenvolvimento de uma cultura ética e transparente, saiba como implementar o regime geral de proteção de denunciantes, assegurando conformidade com a legislação nacional e europeia, o RGPD e os requisitos de segurança da informação.
  • Implementação de um Sistema de Proteção de Dados na Sua Empresa
    Esta formação ESG prática e estruturada orienta as empresas em todo o processo de implementação de um sistema de proteção de dados pessoais, desde o diagnóstico inicial até à definição de políticas, procedimentos e medidas de segurança, contribuindo para o cumprimento do RGPD.
  • Ética e Responsabilidade Social nas Organizações
    Esta é claramente uma Formação ESG, que apoia as empresas na definição e implementação de políticas de responsabilidade social alinhadas com princípios de desenvolvimento sustentável, reforçando a a coerência entre valores, decisões e práticas organizacionais.
  • Compliance para a Prevenção da Corrupção
    Formação focada na implementação e monitorização das medidas previstas no Regime Geral da Prevenção da Corrupção (RGPC), que capacita as organizações para estruturar planos de prevenção de riscos de corrupção, códigos de conduta, controlos internos, canais de denúncia, ações corretivas e mecanismos de auditoria e monitorização.

 

Formação ESG: cursos práticos, impacto real

Reforçar os critérios ESG não passa por fazer tudo ao mesmo tempo, mas por investir nas áreas onde a formação gera maior impacto: segurança, bem-estar, competências humanas, compliance e gestão de riscos.

Na Grow, acreditamos que a formação é um instrumento estratégico para apoiar as empresas neste caminho. Trabalhamos lado a lado com empresários e organizações para identificar prioridades, desenvolver competências críticas e transformar o ESG numa verdadeira vantagem competitiva.

Se, como nós, acredita que a sustentabilidade empresarial começa nas pessoas (e na formação certa), fale connosco!

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Como gerir o stress e os conflitos para começar 2026 com mais equilíbrio?

Como gerir o stress e os conflitos para começar 2026 com mais equilíbrio?

O final de um ano é, para muitas pessoas e organizações, um período de balanços, prazos apertados, decisões difíceis e emoções acumuladas. Gerir o stress e os conflitos nesta reta final pode parecer extenuante, mas é essencial para evitar “choques”, desacordos ou problemas com uma dimensão maior do que deveriam.

Neste artigo, não lhe queremos mostrar como “não sentir pressão”, mas, isso sim, como reconhecê-la, geri-la e transformá-la em aprendizagem, com base na nossa formação em Gestão do Stress e Conflitos.

Vamos conhecer estas duas competências essenciais para começar 2026 com mais foco, equilíbrio e qualidade nas relações profissionais?

 

O stress não é o problema. Mas a forma como lidamos com ele é!

O stress é uma resposta natural do organismo a situações que exigem adaptação. Pode surgir perante desafios positivos ou negativos e varia de pessoa para pessoa, consoante a forma como cada um avalia a situação e os recursos que sente ter para lidar com ela

No contexto profissional, o stress está frequentemente associado a:

  • sobrecarga de trabalho e pressão do tempo;
  • ambiguidade de funções e conflitos de papéis;
  • estilos de liderança pouco participativos;
  • relações de trabalho tensas;
  • dificuldades na gestão do tempo e das prioridades.

Quando se torna persistente, o stress deixa de ser um estímulo e passa a ser um risco, afetando o bem-estar, o desempenho e até a saúde.

 

Um sinal de alerta: quando o stress se transforma em desgaste

Um dos efeitos mais conhecidos do stress prolongado é o burnout, caracterizado por exaustão emocional, distanciamento nas relações e diminuição da realização profissional.

Na prática, o burnout pode traduzir-se em irritabilidade e dificuldades de concentração, bem como conflitos frequentes. O resultado, no entanto, pode ir mais além, já que pode levar à quebra da motivação e ao aumento do absentismo e dos erros.

Reconhecer estes sinais atempadamente é um passo essencial para mudar o rumo.

 

Parar para pensar: um exercício simples de fecho de ano

Antes de entrar em 2026, vale a pena parar e refletir:

  • Quais foram as situações que mais me causaram stress este ano?
  • Onde senti maior pressão: no tempo, nas relações ou nas decisões?
  • O que dependeu de mim e o que esteve fora do meu controlo?

Esta autoavaliação, que é simples, mas honesta, permite identificar pontos fortes e fragilidades e definir estratégias mais ajustadas para o novo ano.

 

Gestão do tempo: menos correria, mais intenção

Muitos fatores de stress resultam de uma má organização do tempo. Interrupções constantes, excesso de tarefas, dificuldade em dizer “não” ou perfeccionismo excessivo criam uma sensação permanente de urgência, como procuramos transmitir na nossa formação.

Porém, há algumas práticas simples que fazem a diferença:

  • definir objetivos claros e realistas;
  • priorizar tarefas diariamente;
  • delegar sempre que possível;
  • aceitar que “feito” é melhor do que “perfeito”;
  • respeitar os próprios ritmos de energia.

Saiba mais sobre a nossa formação em Gestão do Tempo aqui.

 

Como gerir o stress e os conflitos?

No trabalho, o conflito é inevitável. Surge da diversidade de opiniões, da escassez de recursos, da interdependência entre funções e, muitas vezes, de falhas na comunicação.

Evitar conflitos a todo o custo ou enfrentá-los de forma agressiva tende a agravar as situações. Assim, a alternativa passa por desenvolver uma postura assertiva, mas respeitosa: expressar opiniões e sentimentos de forma clara, respeitando os outros e procurando soluções equilibradas.

Com efeito, partilhamos algumas dicas que podem ajudar no seu dia-a-dia profissional em 2026:

  • Falar na primeira pessoa (“eu sinto”, “eu penso”);
  • Ouvir o outro com interesse;
  • Separar o problema da pessoa;
  • Focar-se em soluções, não em culpados.

Conflitos bem geridos podem, inclusive, ser oportunidades de melhoria, inovação e reforço da confiança nas equipas.

 

Pequenas práticas para gerir o stress e os conflitos em 2026

Para fechar o ano com equilíbrio e preparar o seguinte, vale a pena integrar no dia a dia:

  • técnicas simples de respiração e relaxamento;
  • pausas conscientes ao longo do trabalho;
  • atenção à alimentação, ao sono e à atividade física;
  • tempo para relações sociais e familiares;
  • expressão clara de emoções e limites.

Estas práticas contribuem para reduzir o impacto do stress e melhorar a qualidade das interações profissionais.

 

Formar para prevenir stress e conflitos

A gestão do stress e dos conflitos não é apenas uma responsabilidade individual. As organizações que investem em formação e desenvolvimento destas competências criam ambientes mais saudáveis, produtivos e resilientes.

Na Academia Grow, acreditamos que terminar um ano com consciência é a melhor forma de começar o seguinte com clareza. Desenvolver competências de gestão emocional, comunicação e resolução de conflitos é investir em pessoas mais equilibradas e equipas mais eficazes.

 

Vamos crescer em conjunto em 2026?

2025 pode fechar com desafios, aprendizagens e alguma tensão. Contudo, 2026 pode começar com mais consciência, melhores ferramentas e relações mais saudáveis.

Gerir o stress e os conflitos não é eliminar dificuldades: é

Fale connosco para ganhar a capacidade de lidar com dificuldades de forma mais humana, clara e construtiva. E, principalmente, um bom 2026!

Fale connosco!

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Novo Regime da Cibersegurança: a sua empresa é abrangida pela NIS 2?

Novo Regime da Cibersegurança: a sua empresa é abrangida pela NIS 2?

A publicação do Decreto-Lei n.º 125/2025, de 4 de dezembro, que estabelece o novo Regime Jurídico da Cibersegurança em Portugal e transpõe a Diretiva (UE) 2022/2555 (NIS 2), veio alargar de forma significativa o conjunto de entidades sujeitas a obrigações legais em matéria de cibersegurança.

Uma das questões mais frequentemente colocadas pelas organizações é simples, mas decisiva:
a minha empresa está abrangida pela NIS 2?

A resposta nem sempre é evidente. Muitas entidades só descobrem o seu enquadramento quando já se encontram perante exigências legais, pedidos de informação ou obrigações de reporte. Por isso, compreender quem são as empresas-alvo da NIS 2 é o primeiro passo para uma adaptação consciente e atempada.

 

A NIS 2: porque é que o âmbito de aplicação foi alargado

Ao contrário do regime anterior, a NIS 2 parte de um princípio claro: a segurança digital depende da forma como as organizações articulam tecnologia, processos e pessoas.

O legislador europeu reconheceu que:

  • incidentes de cibersegurança têm frequentemente origem em falhas organizacionais e humanas;
  • setores aparentemente “não críticos” podem ter impacto relevante na economia e na sociedade;
  • a interdependência entre entidades públicas e privadas aumenta o risco sistémico.

Neste contexto, o novo Regime Jurídico da Cibersegurança alarga substancialmente o número de entidades abrangidas.

 

Que entidades podem ser abrangidas pela NIS 2?

O Decreto-Lei n.º 125/2025 estrutura o regime em três grandes categorias de entidades:

  1.  Entidades Essenciais

As Entidades Essenciais são consideradas críticas para o funcionamento da sociedade e da economia. Em caso de incidente de cibersegurança, o impacto pode ser elevado e sistémico.

Estas entidades enquadram-se, em regra, nos setores de elevada criticidade previstos no Anexo I do diploma, incluindo, entre outros:

  • energia;
  • transportes;
  • saúde;
  • água;
  • infraestruturas do mercado financeiro;
  • determinados serviços digitais e de confiança;
  • Administração Pública Central, em domínios específicos.

No entanto, a qualificação como Entidade Essencial não depende exclusivamente da dimensão, pois mesmo entidades de menor dimensão podem ser abrangidas quando prestam um serviço crítico ou único para o país ou para a economia.

 

  1. Entidades Importantes

As Entidades Importantes exercem atividades relevantes, embora com impacto menos sistémico do que as entidades essenciais.

Estão associadas aos outros setores críticos previstos no Anexo II do Decreto-Lei, abrangendo, entre outros:

  • produção, transformação e distribuição alimentar;
  • gestão de resíduos;
  • determinados setores industriais;
  • serviços digitais e plataformas;
  • entidades de investigação em contextos específicos.

Apesar de sujeitas a um regime de supervisão menos rigoroso, estas entidades têm obrigações claras em matéria de gestão de risco, formação e notificação de incidentes.

 

  1. Entidades Públicas Relevantes

O diploma cria ainda a categoria de Entidades Públicas Relevantes, que abrange entidades do setor público que não se enquadram como essenciais ou importantes, mas cuja atividade é relevante para a segurança da informação.

Estas entidades são diferenciadas em:

  • Grupo A – entidades de maior dimensão;
  • Grupo B – entidades de média dimensão.

 

Como saber se a sua empresa está abrangida?

A qualificação de uma entidade não é automática nem baseada num único fator. O Decreto-Lei n.º 125/2025 estabelece um conjunto de critérios que devem ser analisados de forma integrada, designadamente:

  1. Setor de atividade: mais do que o CAE, é analisada a atividade real da entidade, bem como subsetores em que atue ou funções específicas envolvidas;
  2. Dimensão: em regra, a NIS 2 aplica-se a médias e grandes empresas, de acordo com a definição europeia de PME, mas este critério não é absoluto, podendo abranger empresas de outra dimensão;
  3. Importância do serviço prestado: independentemente da dimensão, uma entidade pode ser abrangida quando presta um serviço essencial ou crítico, bem como quando um incidente possa ter impacto significativo na segurança pública, na saúde, na economia ou no funcionamento do Estado.

 Assim, cabe à autoridade nacional de cibersegurança, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), proceder à qualificação final das entidades, após:

  • registo em plataforma eletrónica;
  • análise fundamentada;
  • audiência prévia da entidade.

 

A formação no cumprimento da NIS 2

A NIS 2 não se cumpre apenas com tecnologia, políticas ou ferramentas. Cumpre-se, sobretudo, com pessoas informadas, conscientes e capacitadas.

A formação em cibersegurança, proteção de dados (RGPD) e compliance é essencial para:

  • identificar corretamente o enquadramento legal;
  • compreender responsabilidades individuais e coletivas;
  • prevenir incidentes;
  • demonstrar diligência e boa governação.

 

Fale connosco para reforçar a Cibersegurança da sua organização!

A Academia Grow da Estrategor apoia as organizações através de formação certificada adaptada à realidade de cada entidade, contribuindo para:

  • a correta identificação do enquadramento na NIS 2;
  • o reforço da cultura de cibersegurança;
  • a integração do RGPD e do compliance no dia a dia;
  • a redução de riscos legais, operacionais e reputacionais.

Fale connosco para proteger a sua organização com formação!

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A NIS 2 chega em 2026. Prepare a sua empresa com formação!

A NIS 2 chega em 2026. Prepare a sua empresa com formação!

O Novo Regime Jurídico da Cibersegurança marca uma viragem na segurança digital das empresas em Portugal. Com as novas obrigações que a NIS 2 acarreta, há mudanças estruturais que deve fazer já e outras que deve começar a preparar.

Falamos-lhe da Diretiva (EU) 2022/2555, conhecida como NIS 2, aprovada em Portugal com o Decreto-Lei nº 125/2025. Este novo regime de cibersegurança, mais do que um diploma técnico, introduz uma visão integrada na gestão de risco: agora, a tecnologia, os processos e, sobretudo, as pessoas, passam a ser igualmente responsáveis pela segurança da informação.

E qual é a ponte entre estes três agentes? Formação.

Quer saber o que muda em concreto na sua empresa com a NIS 2?

 

O que é a NIS 2 e o que muda na sua empresa em 2026?

A NIS 2 alarga significativamente:

  • o número de entidades abrangidas;
  • os setores considerados críticos e relevantes;
  • as responsabilidades dos órgãos de gestão;
  • e o conjunto de obrigações em matéria de prevenção, resposta e reporte de incidentes.

Ao contrário da versão anterior, a NIS 2 não se limita à segurança das infraestruturas tecnológicas. O legislador europeu parte de um pressuposto claro: grande parte dos incidentes de cibersegurança tem origem em falhas humanas, como erros, desconhecimento, más práticas ou ausência de cultura de segurança.

É aqui que a formação pode fazer a diferença no cumprimento da NIS 2.

 

A formação passa a ser um pilar obrigatório da cibersegurança

O novo Regime Jurídico da Cibersegurança impõe às entidades abrangidas a adoção de medidas técnicas e organizativas adequadas, incluindo:

  • políticas internas de segurança da informação;
  • procedimentos de resposta a incidentes;
  • gestão de riscos associados à cadeia de fornecimento;
  • e ações de formação e sensibilização para os colaboradores.

Na prática, não basta ter firewalls, antivírus ou backups, nem nomear um responsável de cibersegurança. É necessário garantir que as pessoas sabem o que fazer, o que evitar e como reagir.

Ou seja, a formação passa a integrar o próprio conceito de compliance.

 

A NIS 2 e o RGPD: o que há em comum?

A NIS 2 e o RGPD partilham um ponto comum fundamental: as organizações são responsáveis pela forma como gerem riscos que afetam dados, sistemas e direitos fundamentais.

Uma vez que a ausência de sensibilização dos colaboradores é frequentemente apontada como fator agravante em processos de contraordenação, formar em cibersegurança é também formar em RGPD e compliance.

 

NIS 2: Que tipos de formação são exigidos? E para quem?

A abordagem à formação deve ser diferenciada por perfis, nomeadamente:

  • Órgãos de gestão e direções: Formação sobre responsabilidades legais, deveres de diligência, tomada de decisão informada e impacto reputacional e financeiro dos incidentes.
  • Colaboradores em geral: Sensibilização prática para boas práticas de segurança, proteção de dados, identificação de riscos e reporte de incidentes.
  • Equipas técnicas e responsáveis de cibersegurança: Formação especializada, atualizada e alinhada com as exigências legais e normativas.

O novo Regime Jurídico da Cibersegurança 2 não exige formação genérica e pontual, mas sim formação contínua, ajustada ao risco e à função desempenhada.

 

Os riscos reais de não investir em formação

Ignorar a dimensão formativa da NIS 2 expõe as organizações a vários riscos, tais como:

  • aumento da probabilidade de incidentes de segurança;
  • incumprimento das obrigações legais;
  • coimas e sanções administrativas;
  • responsabilidade dos gestores;
  • perda de confiança de clientes, parceiros e mercado.

Mais do que um custo, a formação é um investimento em resiliência organizacional.

 

Como estruturar um plano de formação alinhado com a NIS 2?

Um plano eficaz deve:

  • partir de um diagnóstico de riscos;
  • estar alinhado com as políticas internas de segurança e proteção de dados;
  • ser adaptado à dimensão e setor da organização;
  • integrar formação inicial e ações periódicas de reciclagem;
  • produzir evidências documentais de cumprimento.

Este último ponto é especialmente relevante, uma vez que as entidades podem ser chamadas a demonstrar, em sede de auditoria ou supervisão, que investiram efetivamente na capacitação das suas pessoas.

 

Fale com a Grow para investir na formação em RGPD, cibersegurança e compliance

A Academia Grow da Estrategor conta com 30 anos de experiência no desenvolvimento do capital humano das organizações. Temos uma equipa de consultores especializados para apoiar a sua empresa com formação certificada focada em:

  • Adaptação às exigências da NIS 2;
  • Reforço da cultura de segurança da informação;
  • Integração da proteção de dados e do compliance no dia a dia das equipas;
  • Desenvolvimento de competências críticas para a sustentabilidade e confiança organizacional.

Conheça todos os cursos disponíveis aqui!

E fale connosco para preparar a sua empresa para a NIS 2!

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